30 de novembro de 2010

Militares encontram túnel por onde criminosos fugiram do Alemão

Entrada do túnel é pequena e fica ao lado do Colégio estadual Tim Lopes.
Saída é uma grande cratera e fica cerca de 300 metros à frente.
buraco no alemão
Militar recolhe partes de carroceria perto da cratera usada para fuga de criminosos (Foto: Glauco Araújo/G1)
buraco no alemão
Cratera é a saída de túnel usado para fuga em direção ao Morro do Adeus (Foto: Glauco Araújo/G1)
O Exército encontrou nesta terça-feira (30) dois buracos usados por criminosos para fugir do Conjunto de Favelas do Alemão, na Penha, Zona Norte do Rio, durante a megaoperação das Forças de Segurança para ocupação da região.
A entrada do túnel é pequena e fica ao lado do Colégio estadual Tim Lopes. No local, há uma grade arrombada, onde ao lado tem um pequeno buraco por onde eles teriam entrado e saído na Rua Arapá, fugindo para o Morro do Adeus, segundo a polícia.
A Rua Arapá é transversal a Estrada do Itararé, uma das principais do Alemão. A distância entre a entrada e saída do túnel de fuga é estimada em cerca de 300 metros.
A rota de fuga foi encontrada depois que os militares receberam a denúncia de um morador.
FONTE: G1

Policial baleado morre no HC

Fabrício Lamounier Santos foi atingido quando seguia para o trabalho
O soldado Fabrício Lamounier Santos, 31 anos, que foi baleado na última quinta-feira, na zona sul de Uberlândia, quando seguia para o trabalho, morreu na madrugada de hoje (30). Ele estava internado em estado gravíssimo do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC/UFU) desde a data do crime.
O velório está previsto para começar às 11h na Funerária Ângelo Cunha (avenida Getúlio Vargas, 2042). Com honras fúnebres da 9ª Região da Polícia Militar (9ª RPM), o sepultamento deve ocorrer às 17h no Cemitério São Pedro (avenida Paes Leme, 0). Agora são 123 mortes violentas registradas em Uberlândia, em 2010, segundo a contagem do CORREIO de Uberlândia.
Fabrício Lamounier foi atingido por dois tiros, um no rosto e outro na região do glúteo, que atingiu o intestino e o fígado. Ainda não há informações quanto à motivação e autoria do crime.
De acordo com Eduardo Fernandes Péres Leal, da delegacia especializada de Homicídios, que conduz as investigações, existem algumas linhas de investigação sendo trabalhadas, mas que não podem ser divulgadas para não prejudicar a elucidação do crime. “As investigações estão encaminhando, mas ainda é muito cedo para afirmar qualquer coisa”, disse.
Ainda segundo o delegado, quaisquer informações podem ser dadas pelo Disque-Denúncia Unificado (DDU), através do 181. “O sistema, que garante o anonimato do denunciante, também pode ajudar na elucidação do crime”, afirmou.
Crime
O crime ocorreu na avenida Francisco Galassi, no bairro Morada da Colina. O policial estava fardado e em uma motocicleta particular, chegando à região em que iria começar o patrulhamento, quando foram disparados três tiros contra ele. Testemunhas disseram que, antes de ouvirem os disparos, viram um veículo de cor escura emparelhar à motocicleta. Buzinando e sinalizando constantemente, o veículo seguiu ao lado da motocicleta como se estivesse chamando a atenção do militar.
Depois de cair, o soldado efetuou dois tiros para o alto, possivelmente para chamar a atenção e obter socorro. Ele foi socorrido por um casal que passava pela avenida no momento do atentado. Dezenas de viaturas auxiliadas pelo helicóptero Pégasus, da Polícia Militar (PM), fizeram rastreamentos aos autores por toda a madrugada, porém não obtiveram êxito.
Natural de Uberlândia, o militar era lotado na 148ª Companhia PM, no bairro Parque das Laranjeiras, na zona sul de Uberlândia. A família afirmou que o soldado não tinha desavenças com ninguém e que ele não havia comentado nada quanto a ameaças que pudesse estar recebendo. Fabrício Lamounier ingressou na corporação em 2002, era divorciado e não deixa filhos.
FONTE: CORREIO DE UBERLÂNDIA E BLOG DA RENATA

Alteração do Plano de Articulação e Quadro de Organização e Distribuição da Polícia Militar

Serão modificadas as estruturas de cinco Regiões de Polícia Militar: 3ª RPM (Vespasiano), 9ª RPM (Uberlândia), 11ª RPM (Montes Claros), 14ª RPM (Curvelo) e 17ª RPM (Pouso Alegre).
As mudanças atendem à crescente demanda de diferentes localidades de Minas. Com as alterações, unidades ganham maior autonomia e terão condições de, gradativamente, terem suas estruturas e efetivos ampliados (...).

Novos Batalhões e Companhias 

A resolução assinada (nesta segunda-feira (29/11)) prevê a criação de duas unidades de execução operacional na corporação. Uma delas, a 8ª Cia. de Missões Especiais (8ª Cia MEsp), terá sede em Montes Claros, no Norte de Minas, e será subordinada a 11ª RPM. A cidade já conta com grande estrutura policial e permitirá que os trabalhos de combate à criminalidade sejam ampliados. 
Em Extrema, no Sul de Minas, será criada a 27ª Cia. de Polícia Militar Independente (27ª Cia PM Ind), subordinada à 17ª RPM. Esta unidade combaterá a criminalidade local e o crime organizado originado de São Paulo. O município mineiro está localizado na divisa com o estado paulista. A Cia. Independente substituirá a 116ª Companhia de Extrema, que será extinta.
O Plano de Articulação também eleva de categoria cinco Companhias Independentes para Batalhão, garantindo melhor estrutura e melhores condições de trabalho para os policiais. Serão elevadas a 8ª Cia. de PM de Ouro Preto - 52º Batalhão de PM; a 9ª Cia. de PM de Araguari - 53º Batalhão de PM; a 10ª Cia. de PM de Ituiutaba - 54º Batalhão de PM; a 11ª Cia. PM de Pirapora - 55º Batalhão de PM; e a 5ª Cia. PM de Itajubá - 56º Batalhão de PM.
As promoções têm caráter estratégico, como ampliar a proteção em uma região turística, caso de Ouro Preto, na região Central do Estado, e combater a chegada de criminalidade de outros estados, caso do Batalhão de Araguari, no Triângulo Mineiro. 
Entre companhias e pelotões, 54 frações sofrerão alteração de categoria, subordinação e numeração. Além disso, serão criadas 43 frações de Polícia Militar, sendo: 11 Companhias de PM, 5 Companhias Tático Móvel de PM, 1 Pelotão de PM Especial, 1 Pelotão de Meio Ambiente, 9 Pelotões de PM, 3 Pelotões de Polícia de Choque, 5 Pelotões Tático Móveis, 2 Pelotões de Policiamento de Trânsito, 1 Pelotão Gate, 1 Pelotão Rotam, 1 Pelotão de Polícia Militar Rodoviária, 1 Grupamento de Missões Especiais, 1 Grupo de Trânsito e 1 Grupo de PM Rodoviária. 
As unidades envolvidas na implementação da resolução terão um prazo de 30 dias para ajustar seus sistemas de grande porte. O Estado-Maior da Polícia Militar (EMPM) também emitirá, no prazo de 30 dias, uma Ordem de Serviço para regular a instalação das unidades que constam na Resolução, que entra em vigor na data de sua publicação(...).

29 de novembro de 2010

Criminosos usaram duas picapes para fugir, diz polícia

Uma delas é blindada e foi encontrada pela Polícia Civil. 
A outra, roubada, foi localizada pela Polícia Militar.
Picape usada por traficantes para fugir da Vila Cruzeiro

Picape apreendida pela DRFA
A polícia apreendeu nesta segunda-feira (29) duas picapes que teriam sido usadas por criminosos que fugiram da Vila Cruzeiro e do Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio.
Segundo o delegado Márcio Mendonça, da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), um dos veículos é blindado, está com os pneus traseiros furados e tem uma marca de tiro de fuzil disparado de dentro do veículo para fora. O veículo estava numa localidade conhecida como Inferno Verde, no Morro da Fazendinha, no Alemão.
Já o outro veículo, roubado, foi recuperado por policiais da 1º Companhia de Policiamento de Área (1º CPA) após ser encontrado na localidade conhecida como Matinha, na divisa entre o Alemão e a Vila Cruzeiro. Ela estava abandonada em uma estrada de terra e está com as duas laterais amassadas.
FONTE: G1

Operações da polícia dão prejuízo de R$ 290 milhões ao tráfico de drogas

Foram apreendidos 51 toneladas de maconha, 375 quilos de cocaína e 62 fuzis
Marcelo Bastos e Mario Hugo Monken, do R7 | 29/11/2010 às 13h05
Monique Cardone / R7Os ataques promovidos por traficantes da maior facção criminosa do Rio de Janeiro, que resultaram em operações em várias favelas controladas pelo grupo e terminaram com a ocupação da Vila Cruzeiro e do complexo do Alemão causaram um prejuízo de aproximadamente R$ 290 milhões ao tráfico de drogas.
Desde terça-feira, quando começaram as operações, até a manhã desta segunda-feira (29), haviam sido apreendidos 62 fuzis, 16 metralhadoras ponto 30, além de 51 toneladas de maconha, 375 quilos de cocaína e dez quilos de crack, em um prejuízo de R$ 289.250.000.
De acordo com policiais civis ouvidos pelo R7, os fuzis custam em média R$ 40 mil, o que dá um prejuízo de R$ 2.280.000, enquanto uma metralhadora calibre ponto 30 não sai por menos de R$ 60 mil, perda de R$ 960.000. O valor, no entanto, pode ser ainda maior, já que não foram contabilizadas as pistolas, granadas e drogas já embaladas.
Com relação às drogas, os traficantes compram o quilo da maconha por R$ 300, em média, mas conseguem faturar R$ 5 mil sobre cada quilo. Já a cocaína pura é comprada por R$ 12 mil, o quilo, que rende um lucro de R$ 32 mil. Com relação ao crack, os traficantes faturam R$ 30 mil por quilo da droga, pela qual pagam R$ 11 mil.
Com a perda estratégica do complexo do Alemão, a polícia acredita que o novo ‘quartel-general’ da facção seja o morro do Fallet, em Santa Teresa, que é dominada pelo grupo que mais fatura com a venda de drogas atualmente, ou a favela Parque União, no complexo da Maré.
Para os agentes, os traficantes que fugiram do Alemão migraram para várias favelas da mesma facção, como Jacarezinho, Manguinhos e Parque União, na zona norte, Fallet, na zona central, e Antares, em Santa Cruz, zona oeste do Rio. Os policiais acreditam, no entanto, que a maior preocupação dos traficantes seja com a grande quantidade de dinheiro que ficou enterrado nas favelas do complexo.

Com ajuda de moradores, polícia encontra porão com armas no Alemão

G1



Lá foram encontradas fuzis, granadas e um colete camuflado.
Casa fica num local conhecido como Beco da União, na comunidade.

A polícia encontrou na manhã desta segunda-feira (29) armas no porão de uma casa no Conjunto de Favelas do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio. O local, conhecido, localizado no Beco da União, foi descoberto com a ajuda de denúncias de moradores na região.
Segundo a polícia, foram apreendidos 5 fuzis, 1 rifle, granadas, carregadores de armas, amplo material de contabilidade do tráfico, além de um colete camuflado.

PM apreende 75 quilos de cocaína no Alemão

Droga está enterrada sob um lixão na localidade do Coqueiro
Policiais do Batalhão da Ilha do Governador (17º BPM) fizeram nesta manhã uma das maiores apreensões de drogas no complexo do Alemão. Enterrados sob um lixão a céu aberto, os PMs encontraram R$ 75 quilos de cocaína em tabletes.
No local, foram apreendidos também quantidade ainda não contabilizada de cheirinho da loló, capas de colete à prova de balas. O lixão fica na localidade do Coqueiro, próximo ao teleférico que está em construção. Dois homens foram detidos porque estavam sem documentos.
A operação no complexo do Alemão faz parte da reação da polícia à onda de violência que tomou conta do Rio de Janeiro na última semana, quando dezenas de carros foram incendiadas em vários pontos do Rio de Janeiro e houve ataques a policiais.
A ação dos criminosos foi vista pelo governo estadual como uma resposta às UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) instaladas nos dois últimos anos em comunidades antes dominadas pelo tráfico. Para conter os ataques, a polícia, com apoio das Forças Armadas, realizou uma grande ofensiva na última quinta-feira (25) na Vila Cruzeiro, forçando a fuga de centenas de traficantes para o vizinho complexo do Alemão, onde foram cercados nos dois dias seguintes.


Leia também

Funcionários de obras do PAC teriam sido obrigados a construir, segundo denúncias
Evelyn Moraes, do R7 | 29/11/2010 às 11h04

EQUIPE DO REVISTA GERAL ESTÁ NO RIO DE JANEIRO ACOMPANHANDO OPERAÇÃO DA PM NO COMPLEXO DO ALEMÃO


O Vereador CABO JÚLIO, o Presidente da ASCOBOM SGT ALEXANDRE, e os conselheiros da entidade Sgt Julinho e Sgt Adauto estão no Rio de Janeiro acompanhando a operação da Polícia Carioca na retomada dos morros que estavam tomados por traficantes no Complexo do alemão.
Acompanhem durante o dia novas notícias.


28 de novembro de 2010

Solidariedade dos Militares de Uberlândia ao Soldado Baleado


O Policial Militar Fabrício Lamounier Santos continua em estado grave, tem um oficial médico acompanhando a cirurgião, Ten Leandro, ele esta precisando de doações de sangue, A+, perdeu muito sangue. Os militares de Uberlândia estão se movimentando para irem doar sangue. As viaturas da 91° Cia e da 158° se mobilizaram para irem uma a uma no Hemocentro, foi um momento comovente na rede de rádio, Eu estava como operador e me emocionei.
Os policiais militares mostraram que ainda são unidos. No entanto o hemocentro nos informou que não seria possivel receber tantos militares e marcou para amanha às 07:00 hs as doações".
*por e-mail

Policial baleado está em estado grave no HC
Fabrício Santos seguia para o trabalho quando foi vítima de criminosos
Gislene Tiago e Núbia Mota - Repórteres - Jornal Correio de Uberlândia
Atualizada: 26/11/2010 - 22h03min
Ainda é considerado gravíssimo o estado de saúde do policial militar Fabrício Lamounier Santos, 31 anos, que foi baleado na noite de ontem, na zona sul de Uberlândia, quando seguia para o trabalho. Segundo a assessoria de imprensa do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC/UFU), hoje à tarde, ele foi transferido para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e corre risco iminente de morte. Ele deveria ter sido submetido a outra cirurgia, mas, devido à gravidade e à instabilidade do quadro, foi adiado o procedimento.
Ele levou dois tiros, um no rosto e outro na região do glúteo, que atingiu o intestino e o fígado. Ainda não há informações quanto à motivação e autoria do crime. O delegado de homicídios da Polícia Civil, Eduardo Leal, disse que existem algumas novidades, mas não podem ser divulgadas para não atrapalhar as investigações. Algumas denúncias anônimas, segundo a assessoria de comunicação da Polícia Militar, também estão ajudando na elucidação do caso.
O crime ocorreu na avenida Francisco Galassi, no bairro Morada da Colina. O policial estava fardado e em uma motocicleta particular, chegando à região em que iria começar o patrulhamento, quando foram disparados três tiros contra ele. Testemunhas disseram que, antes de ouvirem os disparos, viram um veículo de cor escura emparelhar à motocicleta. Buzinando e sinalizando constantemente, o veículo seguiu ao lado da motocicleta como se estivesse chamando a atenção do militar.
Depois de cair, o soldado efetuou dois tiros para o alto, possivelmente para chamar a atenção e obter socorro. Ele foi socorrido por um casal que passava pela avenida no momento do atentado. Dezenas de viaturas auxiliadas pelo helicóptero Pégasus, da Polícia Militar (PM), fizeram rastreamentos aos autores por toda a madrugada, porém não obtiveram êxito.
O comandante da 148ª Companhia de PM, onde o soldado é lotado, o capitão Marcelo Salvarani, disse que Fabrício Lamounier não tem problemas dentro da instituição, mas existem algumas denúncias contra ele como cidadão. “Mas como não sabemos se é verdade, é melhor não comentar. Não elogio, nem falo mal dele’, disse o capitão. O soldado Fabrício Lamounier está na corporação há oito anos.

27 de novembro de 2010

Apesar de violência, PEC 300 não deve ser votada, dizem líderes

Para líderes da Câmara, violência no Rio não coloca PEC 300 na pauta de votações. Tema deve ficar para o ano que vem
Líderes da Câmara disseram ao iG que a onda de violência que assola o Rio de Janeiro não colocará em pauta a Proposta de Emenda à Constituição conhecida como PEC 300, que cria um piso salarial para policiais militares e bombeiros. A expectativa é que a matéria só seja apreciada no ano que vem.
De acordo com o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), “uma coisa não tem a ver com a outra”. Ele alegou que “a violência no Rio está sendo combatida e a segurança passa por uma discussão mais ampla, não podendo se focar na PEC 300”.
O líder do PMDB na Casa, Henrique Eduardo Alves (RN), também comentou que não “Há vinculação de um tema com o outro”. E disse que a PEC 300 está num impasse devido à rejeição da matéria pelos governadores eleitos.
“Os governadores dizem que é insustentável, que o custo da PEC ficaria em cerca de R$ 43 bilhões, tendo os Estados que arcar com mais de R$ 20 bilhões. Há um impasse que vem se agravando”, disse.
O líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PE), por sua vez, disse que colocar a PEC 300 em pauta devido à violência no Rio deixaria transparecer a impressão que as facções criminosas estão pautando o Legislativo.
“Não se pode fazer oportunismo mórbido. A segurança precisa de um debate amplo. Votar daria sinal que estamos sendo pautados pela violência, por traficante”, disse.
Ele, como os demais líderes, incluindo o do PSDB, João Almeida (BA), destacou que os salários dos Policiais devem ser melhorados, mas esse seria um dos aspectos da reformulação necessária para a segurança pública do país.
Almeida, além de negar a vinculação da violência à PEC 300, fez críticas à matéria. “Temos que discutir salários? Sim. Mas isso não pode ser feito na Constituição”.
Longe de um acordo para a votação, Vaccarezza disse que será “muito difícil” votar a PEC neste ano. Henrique Eduardo Alves acredita que, o mais provável, é seguir as discussões da matéria para que sua votação seja concluída em março.

26 de novembro de 2010

PARABÉNS AOS FORMANDOS DO CFO

Formatura do CFO nesta sexta Será nesta sexta-feira, dia 26, às 20h, a solenidade de formatura do Curso de Formação de Oficiais. O pátio da Academia de Policia Militar (Rua Diábase, nº 320, bairro Prado) está sendo preparado para receber familiares e convidados para o evento, considerado um dos momentos mais importantes da vida do Oficial. 
O Curso de Formação de Oficiais, realizado no Centro de Ensino de Graduação da Academia de Policia Militar de Minas Gerais, é reconhecido pelo Conselho Estadual de Educação, como Curso de Bacharelado em Ciências Militares - Área de Defesa Social e possui carga horária de 4410 horas/aula distribuídas em três anos". FONTE: PMMG

Após ataques (RJ), cerca de 3 mil PMs inativos já se ofereceram para voltar


Informação é de associação de ativos e inativos da polícia e bombeiros.
Intenção é colaborar com a Polícia Militar em serviços internos.
Cerca de três mil policiais que estão na inatividade já se ofereceram para voltar ao serviço em virtude dos ataques que atingem o Rio de Janeiro desde domingo (21), de acordo com a Associação dos Ativos e Inativos da Polícia e Bombeiros Militares (Assinap).
A Assinap informou nesta sexta-feira (26) que a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro já foi comunicada sobre a intenção dos policiais e bombeiros inativos que têm condições de trabalhar em serviços internos para colaborar com a Polícia Militar.
O presidente da Associação, Miguel Cordeiro, foi o primeiro a se apresentar ao quartel general da PM, na manhã de quinta-feira (25).No total, 15 mil pessoas estão inativas, mas, segundo a PM, a maioria é muito idosa e não tem mais condições de trabalhar.
Os inativos interessados em colaborar com a PM podem ligar para (21) 2719-2286 ou (21) 2717-3031.
De acordo com o coronel, desde domingo (21) foram registrados 96 veículos incendiados, 44 armas e 8 granadas apreendidas, além de grande quantidade de drogas e material inflamável. Além disso, a PM informou que até o momento foram 192 presos e 25 mortos em confrontos e três policiais feridos levemente.

Minas copia o Rio e também terá sua polícia pacificadora

Prioridade será atender regiões de maior criminalidade em todo o Estado
PM tem grupo especial para atuar em
áreas de maior criminalidade
Os mineiros deverão conhecer, a partir do próximo ano, como funcionam as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que no Rio de Janeiro são usadas na guerra entre criminosos e policiais. A reportagem de O TEMPOconfirmou que no pacote de medidas anunciadas, no início desta semana, pelo Ministério da Justiça, dentro do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), está prevista a instalação de 218 postos de repressão policial em pontos de alta criminalidade no Estado. 
A informação foi confirmada pelo secretário-executivo do Pronasci, Ronaldo Teixeira. Segundo ele, das 2.883 unidades que deverão ser instaladas em 476 municípios brasileiros, até 2014, 218 ficarão em Minas. Um investimento de R$ 1,6 bilhão previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) do governo federal.
Os locais escolhidos para funcionamento das UPPs mineiras ainda estão sendo definidos. Na capital do Rio de Janeiro, onde o sistema foi inaugurado em 2008, existem atualmente 12 UPPs que atendem 36 comunidades dominadas pelo tráfico.
Em Minas, as unidades deverão ter perfil próprio, mas funcionarão com estrutura parecida ao modelo carioca. Cada posto contará com uma sede instalada em uma região de conflito e será munido de duas viaturas, duas motocicletas, uma central de videomonitoramento com dez câmeras, mobiliário e equipamentos de repressão à criminalidade. Em cada unidade haverá, pelo menos 12 policiais.
O custo de cada UPP, segundo o secretário do Pronasci, é de R$ 550 mil. Ele explicou que caberá aos Estados a contratação de policiais e, aos municípios, a cessão dos terrenos para instalação do serviço.
Segundo o secretário, a ideia é mudar o modelo de policiamento do país. O funcionamento das UPPs, disse, obedecerá critérios como regiões de maior população e, o principal, com altos índices de criminalidade. "Teremos uma polícia enraizada na comunidade, o que amplia a função de uma polícia repressora para uma polícia comunitária, o que vai propiciar uma aproximação positiva com a população".
Comunidade. Ontem, o coronel Ricardo Calixto, chefe da assessoria de Comunicação da PM mineira, informou que os postos a serem instalados no Estado terão como base a ação comunitária. Segundo ele, Minas conta atualmente com 35 unidades de ação com a comunidade, compostas por van, duas motos e quatro bicicletas, em pontos de criminalidade nas 16 regiões do Estado.
POVs
Prevenção. A PM mineira também possui Postos de Observação e Vigilância (POVs). Neles, três policiais se revezam na vigilância, principalmente de áreas comerciais. Um policial fica na cabine e os outros dois circulam.
REPERCUSSÃO
Especialista diz que UPPs em Minas é exagero
A instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nos moldes que acontecem no Rio de Janeiro não é vista com bons olhos pelo doutor em sociologia e professor da PUC Minas, Luiz Flávio Sapori. O especialista em segurança pública, que já ocupou o cargo de secretário-adjunto de Defesa Social no Estado, entende que Minas não possui uma criminalidade que exija medidas de repressão como as adotadas no Rio.
De acordo com Sapori, o ideal para Minas seria investir no Grupo Especializado de Patrulhamento de Área de Risco (Gepar), que atualmente tem obtido bons resultados em aglomerados da capital. "O ideal seria reforçar o modelo Gepar, capacitando melhor os policiais, melhorando a estrutura e fiscalizando a ação desses policias para evitar a corrupção", disse.
O Gepar é formado por um grupo de policiais especializados, que atuam em áreas de risco. Em Belo Horizonte, o Gepar está instalado, desde 2002, para atuar no Morro das Pedras, região Oeste da capital. 
Segundo o coronel Cícero Nunes, comandante de Policiamento da Capital, atualmente são 21 conjuntos de policiais que atuam nos aglomerados. Cada grupo tem de 14 a 30 integrantes. "Esses grupos têm bases territoriais definidas e trabalham próximos da comunidade. Desde a implantação do Gepar, a redução no número de homicídios foi de 50 %". Outras regiões do Estado também possuem Gepar próprio. (RR)

FONTE: O TEMPO

Sargento da PM vai ser indenizado pelo Estado

Um sargento da Polícia Militar vai receber uma indenização de R$ 3 mil, por danos morais depois de ser abordado por engano como um possível arrombador de veículo. O juiz da 5ª Vara de Fazenda Pública e Autarquias, Sérgio Henrique Cordeiro Caldas Fernandes, determinou que o Estado de Minas Gerais pague o valor ao militar. 
Segundo o Tribunal de Minas Gerais (TJMG), o policial alegou que em 16 de janeiro de 2007, foi encaminhado junto com a família a uma delegacia. Ele foi convocado a prestar esclarecimentos, sob o argumento de que havia sido reconhecido por uma testemunha como autor de um arrombamento de veículo. 
O sargento narrou que foi abordado por policiais aproximadamente às 17h40, tendo permanecido retido até às 20h20. Disse que a mencionada testemunha foi ao local e negou que fosse ele o possível arrombador. Segundo a alegação do sargento no processo, mesmo diante da negativa da testemunha, ele foi conduzido à Delegacia de Seccional Centro de Belo Horizonte. O policial ressaltou o cunho vexatório da situação, pois teve seu carro revistado e foi conduzido à delegacia diante de muitos conhecidos. 
O Estado de Minas Gerais argumentou que a parte autora não comprovou a ocorrência de dano e que a condução à delegacia para prestar esclarecimentos não é ilícita. Mas o juiz entendeu que há no processo elementos indicando excesso dos os agentes estatais durante a ocorrência. Para o magistrado, seria desnecessária a condução do sargento à delegacia, bem como sua manutenção injustificada no local.
FONTE: UAI E BLOG DA RENATA

25 de novembro de 2010

CONSEQUÊNCIAS DA APOSENTADORIA ESPECIAL AOS 25 ANOS DE EFETIVO SERVIÇO E SUGESTÃO DE PROCEDIMENTOS

aposentadoriaConsiderando que o Supremo Tribunal Federal, através de decisão em Mandado de Injunção, reconheceu aos Policiais e Bombeiros Militares o direito a aposentadoria especial, após completados os vinte e cinco anos de efetivo serviço, para aqueles que desejarem reivindicar a aposentadoria, sugere-se os seguintes procedimentos:
A UMA: Providenciar uma certidão que comprove o requisito de 25 anos de efetivo serviço, perante a Seção de recursos Humanos da Unidade;
A DUAS: De posse da certidão, apresentar um requerimento dirigido ao Comandante-Geral. Para tanto, está sendo disponibilizado um modelo, contendo, em apertada síntese, os fundamentos jurídicos que embasam o pedido;
A TRÊS: Guardar cópia de toda documentação, para, em caso de indeferimento, instruir Ação Judicial.
Observação: Antes de requerer a aposentadoria especial o militar deverá refletir detidamente sobre os eventuais reflexos de um deferimento de seu pedido, quais sejam:
I – Impossibilidade de obtenção da gratificação de adicional e promoção trintenária, vez que não atingidos os requisitos para obtenção destes benefícios;
II – Verificar se nos últimos cinco anos existe possibilidade de obter promoção, situação que também elevaria os proventos da aposentadoria;
III – Considerar que os proventos da aposentadoria são definitivos.Hoje, muito trabalhadores estão “desaposentando”, para elevar o valor dos proventos.
Tudo isto deve ser muito bem pensado, pois a aposentadoria especial poderá resultar em proventos de aposentadoria, convém ressaltar, definitivos, com até 30% a menos do que poderia obter caso atingisse os trinta anos de serviço, vez que deixará de obter: 6º quinquênio, Promoção e adicional trintenários. Caso o militar consiga uma promoção nos últimos 05 anos, a perda poderá supera a 40%. Será que compensa?
Modelo de requerimento:


EXMO SENHOR CORONEL PM COMANDANTE-GERAL DA PMMG( CBMMG)




__________________________________________, Cb. PM (BM) , lotado no 39º BPM, vem, respeitosamente, perante V. Exa, com fulcro no art. 5º, XXXIV a), da CR/88, expor e ao final requerer o seguinte:

Conforme é de se verificar através da certidão em anexo, o requerente já completou 25 anos de efetivo serviço prestados à gloriosa Polícia Militar de Minas Gerais (ou Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais).

Assim, e, considerando que o Supremo Tribunal Federal, em sede do Mandado de Injunção 721-7-DF, pacificou o entendimento, a respeito do direito a aposentadoria especial, nos seguintes termos:

“Aposentadoria – Trabalho em condições Especiais – Prejuízo à saúde do servidor – Inexistência de Lei complementar – Artigo 40, § 4º, da Constituição Federal. Inexistente a disciplina específica da aposentadoria especial do servidor, impõe-se a adoção, via pronunciamento judicial, daquela própria aos trabalhadores em geral – artigo 57, §1º, da Lei nº 8.213/91.” (grifamos)
Outrossim, convém ressaltar que, o e. Ministro Ricardo Lewandowski, em seu brilhante voto exarado no processo precitado, esclareceu que:

(…) julgada procedente a ação e, declarada a omissão do poder legislativo, determinada a supressão da lacuna legislativa mediante a regulamentação do artigo 40, § 4º, da Constituição do Brasil, que dispõe a propósito da aposentadoria especial de servidores públicos. Esses parâmetros hão de ser definidos por esta Corte de modo abstrato e geral, para regular todos os casos análogos, visto que norma jurídica é o preceito, abstrato, genérico e inovador tendente a regular o comportamento social de sujeitos associados que se integra no ordenamento jurídico e não se dá norma para um só. “ (grifamos).

Nesta esteira, verifica-se que a precitada decisão judicial produziu efeito “Erga Omnes”, ou seja, atinge a todos os militares estaduais do país.

Convém ressaltar que, de igual sorte, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos do Mandado de Injunção nº 990.10.040639-6, exarou a seguinte decisão:

“O policial militar é, para todos os efeitos, servidor público estadual (art. 42, CF) e ainda seu regime estatuário seja diferenciado em relação aos servidores civis, submete-se, à míngua de regramento específico, aos mesmos critérios para aposentadoria especial estabelecidos ao servidor civil, como se infere do art. 138, § 2º c/c art. 126, § 4º, ambos da Constituição Bandeirante. Nesse caso, como já houve reconhecimento do direito de o servidor público estadual, civil ou militar, obter a contagem de tempo de serviço especial na razão da periculosidade a que se encontra exposto (art. 57 da Lei 8231/91), resta que a presente impetração encontra-se irremediavelmente prejudicada.”

Ante o exposto, requer–se, com fincas no art. 36 § 6º da Constituição Estadual, o afastamento do requerente de suas atividades a partir desta data, bem como o deferimento de sua aposentadoria especial, com a imediata transferência do requerente para o Quadro de Praças da reserva remunerada da PMMG.

Belo Horizonte 21 de novembro de 2010.



_____________________________________________
ASSINATURA



Domingos Sávio de Mendonça
Assessor Jurídico da Ascobom
OAB/MG 111515

PMs de férias poderão ser convocados para reforçar ações contra traficantes (RJ)

RIO - O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, admitiu quarta-feira, em entrevista ao "RJ-TV", da TV Globo, a possibilidade de convocar cerca de 3.500 PMs que estão de férias para atuar no combate às ações dos traficantes. Segundo o secretário, essa medida está sendo avaliada pelo comando da Polícia Militar:
- É uma possibilidade (a convocação dos PMs que estão de férias), sem dúvida. O comandante da PM ainda não tomou essa iniciativa, porque ele conta com algumas ações para serem apresentadas à população. Mas isso já está no planejamento, para que amanhã ou depois esses policiais possam ser chamados para as ruas.
Mais cedo, em entrevista à Rádio CBN, o governador Sérgio Cabral afirmou que os ataques são uma reação ao enfraquecimento das quadrilhas. Ele acrescentou que a política de segurança vai continuar, com a instalação de novas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e a contratação de sete mil policiais no próximo ano. Cabral disse ainda que nunca teve a ilusão de que os bandidos não reagiriam às ações do estado.
- Não tínhamos qualquer ilusão, perante as ações que estávamos tomando, a respeito desses marginais. Tivemos vários indícios disso, e agimos permanentemente. Mas é evidente que há, neste momento, uma tentativa desesperada da marginalidade de gerar uma fragilidade na nossa política, um terrorismo na população, um amedrontamento da população, para voltar àquela situação de comodidade (de outros governos) - ressaltou Cabral.
Segundo Beltrame disse em outra entrevista, ao site G1, não há garantias de que não ocorrerão novos atentados.

- Não há garantia. Quem garante isso é mentiroso. Quando se vê um garoto com uma garrafa de gasolina na mão, tudo isso traz intranquilidade. Não estamos fazendo pirotecnia. Estamos combatendo essas ações, a polícia tem feito isso. Mas não garantimos, absolutamente, estancar (os ataques). Estamos pensando à frente, para que isso não aconteça mais - ressaltou.
O secretário de Segurança acrescentou que o Rio pode pedir a ajuda da Força Nacional de Segurança, mas, para ele, isso resolveria apenas um problema pontual. Beltrame afirmou que primeiro é preciso esperar a atuação das polícias Civil e Militar:
- Se chegar a um determinado momento em que nós decidirmos que ela (a Força Nacional) pode vir a atuar, não vejo problema algum.
Além de defender a política de segurança do estado, Beltrame criticou o sistema penal e as brechas que possibilitam que bandidos presos em unidades de segurança máxima possam se comunicar com suas quadrilhas.
- Cada pessoa que foi presa e reincide no crime, você pode ter certeza de que a polícia trabalhou duas vezes. Essa questão tem que ser revista. Preciso do apoio da sociedade para que ela se manifeste no sentido de mexer em leis de execução penal e do Código de Processo Penal. Como um chefe do crime, dentro de estabelecimentos prisionais, comanda seus negócios como se estivesse na sua área? - disse Beltrame, ressaltando não se tratar de uma crítica ao sistema penitenciário.
FONTE: O GLOBO

24 de novembro de 2010

Direito de greve deve sim ser garantido aos policiais


Por Marcus Orione Gonçalves Correia
O fim da greve de policiais civis em São Paulo trouxe à tona a discussão sobre o direito de greve de servidores públicos em geral e, em particular, de policiais. O debate é oportuno. Alguns alegam que a greve de policiais militares dos estados conspira contra disposição constitucional que versa sobre a hierarquia e a disciplina.
No entanto, quando se irrompe o movimento grevista, não há que falar em quebra da hierarquia, que se refere à estrutura organizacional graduada da corporação e que se mantém preservada mesmo nesse instante. A inobservância de ordens provenientes dos que detêm patentes superiores, com a paralisação, caracteriza ato de indisciplina? Recorde-se que a determinação proveniente de superior hierárquico, para ser válida, deve ser legal. Jamais, com base na hierarquia e na obediência, por exemplo, há que exigir de um soldado que mate alguém apenas por ser esse o desejo caprichoso de seu superior.
Logo, se existem condições que afrontem a dignidade da pessoa humana no exercício da atividade policial, o ato de se colocar contra tal estado de coisas jamais poderia ser tido como de indisciplina. A busca por melhores salários e condições de trabalho não implica ato de insubordinação, mas de recomposição da dignidade que deve haver no exercício de qualquer atividade remunerada. Portanto, se situa dentro dos parâmetros constitucionais.
Quanto às polícias civis e federais, não há sequer norma semelhante à anterior, até mesmo porque possuem organização diversa. No entanto, para afastar alegações de inconstitucionalidade da greve de policiais, o mais importante é que não se deve confundir polícia com Forças Armadas.
Conforme previsão constitucional, a primeira tem como dever a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Já as segundas, constituídas por Exército, Marinha e Aeronáutica, destinam-se à defesa da pátria e à garantia dos Poderes, da lei e da ordem.
Às Forças Armadas, e somente a elas, é vedada expressamente a greve (artigo 142, parágrafo 3º, inciso IV, da Constituição). Ressalte-se que em nenhum instante foi feita igual referência à polícia, como se percebe dos artigos 42 e 144 do texto constitucional. A razão é simples: somente às Forças Armadas não seria dado realizar a greve, um direito fundamental social, uma vez que se encontram na defesa da soberania nacional. É de entender a limitação em um texto que lida diretamente com a soberania, como a Constituição Federal.
O uso de armas, por si só, não transforma em semelhantes hipóteses que são distintas quanto aos seus fins. As situações não são análogas. A particularidade de ser um serviço público em que os servidores estão armados sugere que a utilização de armas no movimento implica o abuso do direito de greve, com a imposição de sanções hoje já existentes.
Não existe diferença quanto à essencialidade em serviços públicos como saúde, educação ou segurança pública. Não se justifica o tratamento distinto a seus prestadores. Apenas há que submeter o direito de greve do policial ao saudável ato de ponderação, buscando seus limites ante outros valores constitucionais.
Não é de admitir interpretação constitucional que crie proibição a direito fundamental não concebida por legislador constituinte. Há apenas que possibilitar o uso, para os policiais, das regras aplicáveis aos servidores públicos civis.
No mais, deve-se buscar a imediata ratificação da convenção 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que versa sobre as relações de trabalho no setor público e que abre possibilidade à negociação coletiva, permitindo sua extensão à polícia.
Uma polícia bem equipada, com policiais devidamente remunerados e trabalhando em condições dignas não deve ser vista como exigência egoísta de grevistas. Trata-se da busca da eficiência na atuação administrativa (artigo 37 da Constituição) e da satisfação do interesse público no serviço prestado com qualidade.
[Artigo publicado originalmente na Folha de S.Paulo de sábado, 15 de novembro]

PM realiza formatura do CASP

PM realiza formatura do CASPNa manhã de hoje, 24, 276 Segundos Sargentos receberam o diploma de formatura do Curso de Atualização em Segurança Pública-CASP II. A cerimônia, promovida pela Academia de Polícia Militar- APM, aconteceu no Ginásio do Clube dos Oficiais da PMMG (Rua Diábase, Prado).
CASP
O Curso de Atualização em Segurança Pública - CASP - é um curso semipresencial, destinado aos segundos sargentos e, tem como escopo, a promoção e ampliação dos conhecimentos teóricos e práticos dos discentes.
A Educação de Polícia Militar, inspirada nos princípios Constitucionais de solidariedade humana, tem por finalidade a formação do PM e seu preparo para o exercício da profissão, baseado nas filosofias do policiamento comunitário, dos Direitos Humanos, e nos pilares básicos da disciplina e da hierarquia. O sistema informatizado utilizado no ciclo à distância denomina-se E-DUCAR, e é o ambiente de desenvolvimento do ensino a distância da Polícia Militar de Minas Gerais.

PMs criticam falta de estrutura para combater o crime no Rio

cidades@band.com.br
Bases da PM também são alvo dos ataques no Rio
Os policiais militares que saíram as ruas nesta terça-feira, para enfrentar os ataques de criminosos no Estado do Rio de Janeiro, não contam com a estrutura necessária para as operações. A denúncia foi feita por PMs que entraram em contato com a redação daBandNews FM da capital fluminense. 
Segundo os policiais, faltam equipamentos fundamentais, como coletes à prova de balas, armamento e munições. A PM também tem sido alvo de diversos ataques. 
Um dos policiais, que não quis se identificar, teve de interromper a entrevista. Segundo colegas, ele foi preso por fazer a denúncia. O porta-voz da Polícia Militar, tenente-coronel Lima Castro, criticou a atitude do soldado, mas negou que ele tenha sido detido. 
Fecha Quartel
A Polícia Militar anunciou, na terça-feira, a Operação Fecha Quartel, logo após a intensificação dos ataques no Rio. As medidas tomadas para aumentar o policiamento durante as festas de fim de ano foram antecipadas, principalmente com a redução nas folgas dos militares. 
Todos os PMs que trabalham em serviços internos nos batalhões reforçaram o patrulhamento nas ruas. Ao menos 17 favelas foram ocupadas por tempo indeterminado. 
O superintendente da Polícia Federal no Rio, Ângelo Gioia, e o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, têm encontro marcado para traçar estratégias de combate ao crime organizado. As corporações vão trabalhar em conjunto para trocar informações no setor de inteligência(...).


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Para presidente da entidade, medida demonstra falta de planejamento
Da Agência Brasil | 24/11/2010 às 16h19

Policiais preparam protesto nacional contra rejeição do piso da categoria

Primeiro do ano – ucho.info
Lideranças de policiais e bombeiros militares de todo o Brasil, ligadas à aprovação da PEC 300, que institui o piso nacional para a categoria, preparam uma paralisação nacional no dia 1º de janeiro de 2011. A data coincide com a posse dos governadores e da presidente eleita Dilma “Lulita” Rousseff, eleitos em outubro. Provavelmente, no dia 20 de dezembro haverá um movimento preparatório, cujos detalhes começaram a ser discutidos nesta terça-feira (23), em Brasília.
A mobilização é um protesto contra as manobras da base governista no Congresso Nacional e dos governadores, que hoje estiveram reunidos para descartar a votação em segundo turno da Proposta de Emenda Constitucional do piso dos policiais e bombeiros. A convocação dos governadores em exercício e dos eleitos foi feita pelo Palácio do Planalto, com o objetivo de pressionar as bancadas a rejeitar a PEC 300 e concluir a votação dos projetos relacionados à camada pré-sal.
As bancadas, no entanto, concordam em votar a prorrogação dos benefícios da Lei Kandir (PLP 352) e do Fundo de Pobreza, mas temem desgaste político com a rejeição da PEC 300. O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), admitiu também que o “pré-sal não é problema. Isso a gente vota em uma tarde. O problema da votação é que os governos só querem votar isso se votarem a PEC 300”.
O governo federal e os governadores fizeram cálculos para avaliar o impacto do piso nacional dos policiais que está em discussão no Congresso. O valor chegaria a R$ 43 bilhões, equivalente a um ano de arrecadação da extinta CPMF. Junto com o salário viriam outros penduricalhos remuneratórios, o que deixaria a folha de pagamento dos estados inviável.
Para votar as duas propostas de interesse dos Estados, a Câmara precisa convocar uma sessão extraordinária, já que a pauta ordinária está trancada por dez medidas provisórias que precisam ser votadas antes de qualquer outra matéria. O líder do PDT na Câmara dos Deputados, Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, já avisou que se a sessão extra for convocada, o partido apresentará um requerimento para incluir a PEC 300 na pauta de votações da Casa.

23 de novembro de 2010

PEC300 REÚNE POLICIAIS DE TODO O PAÍS NA CÂMARA FEDERAL

Em mais uma manifestação de luta e perseverança, cerca de 400 policiais militares e civis de todo o Brasil estão reunidos nesta terça-feira (23/11) na Câmara Federal em Brasília. O Centro Social dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CSCS) esta representado em Brasília pelo presidente Cabo Coelho, o diretor institucional, sargento Arimatéia e mais 50 militares do Triângulo Mineiro que vieram em ônibus fretado pela entidade. “Estamos lutando pela aprovação da PEC300 desde 2009 e continuaremos representados e apoiando todos os movimentos em prol da aprovação da Proposta que vai estabelecer o valor do piso nacional para os trabalhadores da segurança pública. Nossa entidade continua engajada e unida com representantes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Sergipe, Paraíba, dentre outros”, ressaltou Coelho.

Nesta manhã os policiais estiveram reunidos, articulando as estratégias de trabalho. Militares de Sergipe, que já conquistaram o piso salarial de R$3200, estão mais uma vez na capital federal dando apoio aos colegas de trabalho de outros estados que continuam com o salário defasado. 

Para parte da tarde, a programação dos policiais continua em torno da pressão, com o corpo-a-corpo nos gabinetes dos deputados e participação em Plenário. Os representantes estão aguardando uma possível reunião com o presidente da Casa, Michael Temer (PMDB). “O país continua mobilizado e nós, militares mineiros, continuaremos acreditando e apoiando as ações que favoreçam a aprovação da PEC300. Caso a Proposta não seja votada esta semana, não pouparemos esforços para continuar a mobilização com a nossa classe”, disse o cabo Antônio Pereira Campos Sobrinho, militar de Uberlândia que pela quinta vez está presente em Brasília acompanhando a PEC300. 

FONTE: CSCS e QAP

Policiais civis de oito Estados entram em greve

Policiais civis de oito Estados estão em greve desde ontem para pressionar a Câmara dos Deputados a votar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que prevê um piso salarial nacional para a categoria.
De acordo com a Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), aderiram à greve policiais dos Estados da Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. De acordo com a Cobrapol, os serviços de investigação, entregas de intimações e fornecimento de antecedentes criminais estão suspensos.
Caso a PEC seja aprovada, policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários terão um piso salarial nacional e passarão a receber, em média, R$ 3.500 por mês (nível médio) e R$ 7 mil (nível superior). A Cobrapol também informou que, caso a PEC não seja aprovada, mais 11 Estados devem aderir à paralisação até o final da semana que vem.
A PEC voltou a ser incluída na pauta do plenário da Câmara e quase foi votada em sessão extraordinária ontem. Segundo a Cobrapol, a matéria, que havia sido retirada da Ordem do Dia em função de um acordo de lideranças, só retornou após a mobilização dos policiais civis nos Estados.

Militares resgatam de helicóptero homem ilhado em árvore na avenida Cristiano Machado

Um helicóptero da Polícia Militar resgatou na manhã desta terça-feira (23) um homem que, para fugir da forte chuva e da enchente, subiu em um árvore na avenida Cristiano Machado, altura do bairro 1º de Maio, na região Nordeste de Belo Horizonte.
De acordo com a Polícia Militar, nem mesmo as equipes do Corpo de Bombeiros conseguiram chegar ao local onde a vítima, de 34 anos, estava. Para realizar o resgate, um militar da corporação teve que descer por um equipamento semelhante a uma corda, pegar a vítima na árvore e levar para o helicóptero. O homem foi socorrido e levado ao Hospital Risoleta Neves.
Também na avenida Cristiano Machado, ponto mais crítico de ocorrências na Grande Belo Horizonte, os bombeiros tiveram que utilizar barcos para resgatar cerca de 40 passageiros de um ônibus que ficou ilhado na pista. Ao longo da avenida, outros carros e até mesmo um caminhão carregado com porcos também ficaram presos pela água.
FONTE: O TEMPO

Governadores reforçam lobby contra projetos que ampliam gastos no Congresso

Em articulação comandada pelo Planalto, governadores desembarcam hoje em Brasília para reforçar o lobby contra a aprovação de projetos multiplicadores de gastos.
O grande alvo é a PEC 300, informa a coluna "Painel" da Folha, editada interinamente por Ranier Bragon. Eles se encontrarão com o presidente da Câmara, Michel Temer, que havia prometido aos policiais colocar em votação a emenda criadora de um piso salarial da categoria, mas ouviu pedido em contrário de Dilma Rousseff.
Os governadores também querem pressionar a Câmara a concluir as votações da PEC que estende por tempo indeterminado a vigência do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza e do projeto que prorroga os repasses aos Estados previstos na Lei Kandir.

20 de novembro de 2010

Estratégias e incentivo para sermos mais cidadãos na defesa de nossos direitos ou sermos subjugados eternamente.

É impressionante, como nos últimos 10 (anos), a força pública
de mais tradição no Brasil, a milíca do alferes tiradentes, mistificada pela figura mais emblemática da inconfidência mineira, de rígida disciplina rompeu com um ciclo inimáginavel entre hierarquia e estado de necessidade.
Tratados como bandoleiros e insubordinados, passando até a condição de líderes de motim, abriu-se das torres do poder, a orientação mais politicamente incorreta, que fora a repressão indiscriminada, baseada em achismo, juizos pessoais, caprichos hierárquicos, vaidades sustentada pela maldade de uns poucos, que acreditavam que reprimir os inssurgentes e revoltosos, era uma medida de resgate e valorização da disciplina, contrária ao que todos desejavam que eram ser tratados igualmente, sem corporativismo associado ao posto, que compõe os mais altos cargos da hierarquia das organizações estatais, potencializado em uma organização com caracteristicas totais, como a Polícia Militar, impermeabilizada aos princípios do estado democrático de direito, o que restringe a implantação e a aplicação de uma cultura de polícia comunitária.
O profissional de segurança pública, descobriu, depois de séculos de existência, que é o único e exclusivo, trabalhador que dispõe de sua vida, para exerver suas atividades de prover a segurança dos cidadãos, como função típica de estado, mas permancemos encobertos pelo obscurantismo político democrático, subordinado a dogmas do passado que se orientam por um doutrina de concepções racistas, preconceitusas e discriminatórias, que são obstáculos intransponíveis para uma nova era, a era da polícia cidadã, em sua primitiva origem inspirada nos filosofos gregos, cidadãos das cidades estado.
Não somos, e jamais seremos donos de nossas ideias e opiniões, resguardando-nos no manto do sagrado direito de expressar, ante este dilema, de natureza moral é possível que morrarmos silenciosos, esperando que alguém em algum lugar, simplesmente apareça, para nos doar generosamente, salários justos e compatíveis, com a instransferível e indelegável missão, de cumprir obrigações, mesmo com o sacríficio da própria vida, princípio solene que compõe o juramento da profissão, como nenhum outro profissional, civil ou público, pois é uma característica inerente ao risco da atividade, que nem sequer é objeto de valorização por parte do governo e da sociedade.
Não dá mais para ficar passivamente esperando que algo de extraordinário aconteça, caso não haja um sentimento de solidariedade capaz de unir todas as forças de segurança pública do Brasil, numa inédita e histórica manifestação que marcará para sempre os anais da capital do poder, se não formos uma constelação de fardas, divisas e cores, no esplanda dos ministérios, corremos o risco de ser reduzidos a um bando de frouxos, covardes e medrosos, adjetivos que não compõe a forja do policial brasileiro.
Se como afirmou Paulo Bernardo, Ministro do Planejamento, que nasceram politicamente em período de perturbações e greve no Brasil, ficará muito mais fácil, construir um acordo, com sua experiência em movimento conturbados e provindos de flagrante desigualdade, de um segmento que cansou de ser só mais um número na violenta ação entre crime e legalidade. 
Devemos estabelecer e ampliar ainda mais a comunicação pelas ferramentas digitais, como e-mail, redes sociais, blogs, sites e outras milhares para enriquecermos o debate, como instrumento de libertação e emancipação das pessoas, e isto pode vir a ser um mancial de aprendizado e construção política coletiva, como já podemos observar pelas qualidades e diversidades de notícias, opiniões, ideias, reclamação, crítica, e propostas, unas até nem tanto razoáveis, mas com liberdade para falar, pronunciar, participar e descobrir o mundo fantástico do saber, como alavanca do desenvolvimento e progresso da humanidade e do espiríto de justiça na pacificação de conflitos humanos.
Temos que começar imediatamente uma ação em sintonia, pela rede de blog e afins sobre a marcha para Brasília, nos dias 23 e 24 de novembro, pois penso que só teremos uma única chance de sermos ouvidos, e se não for agora, não saberemos quando teremos a oportunidade de causar a boa impressão e disposição de lutar sem tréguas por um direito legitímo de ser proporcionalmente recompensado com uma valorização salarial que atenda as necessidades elementares de sáude, segurança, comodida, e estabilidade financeira, que assegure tomar medidas adicionais de segurança para si e sua família.
Vamos a luta sem nenhum medo de represália ou agressão, vivemos e assistimos este filme todos os dias, e já estamos acostumados a ver, ser e ir para o confronto, se necessário for como medida de legiltíma defesa, por estar concretamente agindo no exercício de um direito constitucional de expressar, manifestar, de se reunir, e de reivindicar, afinal somos também trabalhadores, ainda que com um atributo de sangue com o estado.
O que nos dá mais naturalidade para o enfrentamento de conflitos, que podem ser resolvidos com uma ação inteligente e articulada em debate promovido pelo governo federal com a participação da frente parlamentar de defesa dos policais e bombeiros militares, entidades representativas de todas as categorias, para que em uma abordagem da segurança pública, se aplique políticas de valorização salarial e da carreira, como vetor de estimulo para melhoria dos indíces de criminalidade e mudança estruturais profundas em todo sistema de persecução criminal, com resgate da ética, da probidade, da honestidade, e da eficiência no serviço público.
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