13 de novembro de 2013

AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTIU POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A JUVENTUDE EM MINAS

Comissão de Esporte debateu projeto que institui o Estatuto da Juventude e dispõe sobre os direitos dos jovens, os princípios e diretrizes das políticas públicas de juventude

As política públicas para juventude em Minas Gerais foram discutidas durante audiência pública na Comissão de Esporte, Lazer e Juventude da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ontem, terça-feira (12/11). Requerida pelo Deputado Estadual CABO JÚLIO, a reunião debateu o PL nº 4.061/2013, de autoria do parlamentar, que institui o Estatuto da Juventude.

O PL que também garante aos jovens os direitos básicos à educação, trabalho, saúde e cultura, já previstos em lei, define os princípios e diretrizes para o fortalecimento e a organização das políticas de juventude em âmbito estadual. O intuito da discussão, segundo o Deputado CABO JÚLIO, é encontrar unidade entre as juventudes partidárias em prol dos jovens do Estado. "Minas avançou porque foi madura em discutir um estatuto em que todos sairão ganhando. É importante que cada juventude traga sua sugestão para aprimorarmos este projeto, que não é meu, mas de todos, e sobretudo, dos jovens", salientou.

O Secretário Nacional da Juventude do PMDB, Bruno Júlio Moreira Santos, também concorda com a afirmação do Deputado e salienta que hoje os jovens tem direito a tudo, mas que é preciso discutir de que forma esses direitos chegarão até eles e  sugere a criação de um Sistema Estadual da Juventude. "De que forma vamos executar esse sistema? Como vamos fazer o recurso chegar até Minas? Como vamos fazer o acompanhamento da aplicação desses recursos?", questionou. Para Bruno Júlio, discutir diretrizes, financiamento, mecanismos de consultas públicas e adesão aos programas da juventude são pontos importantíssimos e que é uma forma verdadeira de transformar as ferramentas de participação da juventude. "Nada melhor que um plano de leis para que a gente possa executar políticas para os jovens", disse.  

Sugestões
Durante a audiência, que contou com a participação de lideranças da juventude de vários partidos, alguns pontos considerados importantes foram colocados em debates, entre eles, a distribuição de carteiras estudantis por meio de entidades com fins apenas arrecadatórios, o meio passe no transporte e as políticas públicas para os jovens do campo.

CABO JÚLIO lembrou que o artigo 23 do projeto de lei 4.061, visa a gratuidade da emissão da carteira estudantil para jovens de famílias de baixa renda e que outros assuntos devem ser sugeridos pelas lideranças por meio de emendas. Sobre o monópolio das carteiras estudantis combinado com a meia entrada, gerou os debates mais acalorados na reunião. “Precisamos encontrar um texto [do projeto de lei] que nos dê condição de quebrar o monopólio e de não permitir entidades que vendem a não-estudantes, além de eliminar a sanha arrecadatória de algumas entidades”, avaliou CABO JÚLIO.
Para o subsecretário de Estado da Juventude, Gabriel Azevedo, as entidades de ensino podem elas mesmas fornecer as carteiras de estudante, segundo modelo fornecido pela Secretaria de Estado de Educação.  

Sobre a exclusão e a violência contra os jovens negros, o Secretário Nacional da Juventude do PT, Jefferson Lima, que veio de Brasília especialmente para reunião, disse que é preciso criar programas para inserção desses jovens. Segundo ele, de cada três jovens assassinados no Brasil, dois são negros. Jefferson lembrou ainda que a expressão "o jovem" não existia na Constituição Federal, sendo uma conquista, a incorporação no texto da Carta Magna.

Para ele, há um marco da política da juventude do Brasil desde 2002. "Criou-se o a Secretaria Nacional da Juventude, o PROUNI, o PRONATEC a Estação Juventude, programas que possibilitou a participação de vários jovens. É preciso atingir os jovens da periferia, das comunidades e locais distantes do país", afirmou.

Segundo dados do IBGE de 2008, o Brasil possui cerca de 50 milhões de habitantes entre 15 e 29 anos, faixa etária considerada "jovem" pelas políticas oficiais. 
“Antes de 2005, debatia-se apenas esporte e lazer para a juventude, em vez de políticas de emancipação dos jovens. A partir daí criou-se um novo patamar. É um avanço, mas podemos avançar ainda mais. Depois de nove anos, conseguimos aprovação do estatuto nacional, com esforço das juventudes do PT, PMDB e PCdoB”, afirmou o secretário-geral nacional da Juventude do PMDB, Bruno Júlio.
O presidente estadual da Juventude do PDT, Alberto Perini Neto, ressaltou a necessidade de se pensar na questão da diversidade regional de Minas Gerais, que precisa ser respeitada. “O direito do jovem no campo não é o mesmo do jovem na cidade. Eles não precisam das mesmas coisas para terem seus direitos estabelecidos. Não vi no estatuto, por exemplo, a adequação do jovem do campo ao sistema escolar”, frisou.
Sugestões serão incorporadas ao projeto de lei
 “Fiz esse projeto (PL 4.061/13) para fazer algumas provocações. A primeira delas é que cada juventude partidária dê sua contribuição, a fim de que seja um projeto construído a muitas mãos. A segunda provocação é ver os próprios jovens discutindo políticas para jovens”, disse o Deputado CABO JÚLIO. Segundo ele, discutir política pública para a juventude é muito mais do que discutir meio passe. “Essa discussão tem que estar inserida, mas é muito mais do que isso: deve contemplar, entre outros pontos, o jovem no mercado de trabalho e a participação política”, completou.
CABO JÚLIO afirmou que irá solicitar ao relator da proposição que inclua as sugestões apresentadas na audiência pública como emenda ao projeto de lei.
Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial

0 comentários: