Encerrado com a pior das conclusões para o advogado Gustavo Matosinhos o Inquérito Policial Militar que apurou suas denúncias de ter sido agredido por PMs à saída de boate, na noite de 14 de abril. Investigações não só derrubaram a versão, mas também apontaram que ele deve ser processado pelo Ministério Público por calúnia e denunciação caluniosa.
Briga foi com outro
Na conclusão do IPM homologada pelo coronel Laércio dos Reis Gomes consta que a briga do advogado não teria sido com a PM, mas com desconhecido. Depois de levar socos no rosto, Matosinhos, já com a presença de policiais militares, teria passado a exigir a prisão do porteiro da boate, que impedira seu retorno ao interior dela sem ingresso. Não atendido, “passou a proferir ofensas aos PMs investigados” – frisou o comandante regional. E isso motivou sua prisão.
Complicou para testemunha
De nove testemunhas do episódio, apenas a indicada pelo advogado – ressalta o IPM – se posicionou de forma contraditória e em favor de Matosinhos. Diante das contradições, J.T.O. foi reinquirido na presença de representante da OAB e não quis responder aos questionamentos. Sua alegação de ter sido ameaçado pelo presidente e o escrivão do inquérito “partiu de orientações do ofendido” – detalhou o comandante, propondo que J. seja processado por “fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade”.

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