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terça-feira, 10 de março de 2015

SUSPEITO DE MATAR ESTUDANTE NA GRANDE BH APANHA ANTES DE SER PRESO PELA PM

Militares da Rotam faziam rastreamento pela Avenida Cristiano Machado quando avistaram a tentativa de linchamento. O homem se manteve calado ao ser apresentado

O suspeito de assassinar cruelmente uma estudante de 17 anos em Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, acabou preso depois de ser espancado por populares na Avenida Cristiano Machado, na Região Nordeste da capital mineira. Militares do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam) avistaram a confusão e acabaram encontrando com Ângelo Márcio de Melo, mais conhecido como Marcinho. Ao ser detido, o homem não quis se pronunciar sobre o caso da garota. 

Os policiais foram até Vespasiano, na Grande BH, depois de receberem uma denúncia anônima dizendo que Marcinho estava nas ruas do Bairro Morro Alto. “Fomos até o endereço citado e não encontramos ele mais. Começamos a fazer rastreamento e quando estávamos na Avenida Cristiano Machado nos deparamos com várias pessoas batendo em um homem. Quando chegamos, todos correram e só sobraram ele machucado”, explica o tenente Cristian Mardones. 

O motivo da tentativa de linchamento ainda não foi identificado pela PM, mas o homem pode ter sido reconhecido por causa do crime pelo qual é suspeito. “Testemunhas chegaram a falar que o reconheceram e ele também contou essa versão”, afirma Mardones. Ao se apresentado na tarde desta segunda-feira na sala de imprensa da Polícia Militar, na Rua da Bahia, no Bairro de Lourdes, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, Marcinho preferiu se calar. Ele foi levado para a Central de Flagrantes da Polícia Civil (Ceflan 1). 

O homem estava com um mandado de prisão em aberto por suspeita do assassinato de Taísa Pereira Saraiva, de 17. A estudante foi vista pela última por volta das 11h20 do dia 3 de novembro no Centro de Matozinhos quando voltava da escola municipal onde estudava. O desaparecimento foi comunicado a polícia que começou a investigar o caso. O corpo foi encontrado em 21 de novembro dentro de uma caverna com marcas de agressão e queimado. 

A partir deste momento, o caso passou a ser considerado homicídio. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) para passar por DNA, pois estava em avançado estado de decomposição, o que impedia a identificação. Os resultados saíram somente na última quarta-feira, quatro meses depois do assassinato. 

O suspeito do crime, Ângelo Márcio, era vizinho da vítima. Testemunhas informaram que ele tentava assediar a adolescente, que não o correspondia. Essa seria, segundo a Polícia Civil, a motivação para o crime. Diante dos indícios, foi pedido um mandado de busca e apreensão que foram cumpridos na casa e no carro do homem. No veículo e no imóvel foram encontradas marcas de sangue. Em confronto com o DNA dela, deu positivo. 

Marcinho já tem passagens pela polícia por tráfico de drogas e estupro em Pedro Leopoldo.

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