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segunda-feira, 20 de abril de 2015

LUTO SISTEMA PRISIONAL: AGENTE PENITENCIÁRIO WESLEY FABRÍCIO É MORTO AO CHEGAR NO TRABALHO EM MONTES CLAROS

agente penitenciário mortoUm agente penitenciário de 25 anos morreu após ser baleado na cabeça quando chegava para trabalhar no Presídio Regional de Montes Claros, no Norte do Estado, na manhã desta segunda-feira (20). A Polícia Civil (PC) ainda não tem suspeitos, mas trabalha com a principal hipótese de que a vítima tenha sido escolhida aleatoriamente como retaliação ao próprio sistema prisional. 

As informações iniciais da Polícia Militar (PM) dão conta que Wesley Fabrício Ribeiro já estava próximo da unidade prisional, na avenida Cem, no bairro Jaraguá II, quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta vermelha. O garupa efetuou os disparos e a dupla fugiu em direção ao bairro Vilage 2. 

O agente chegou a ser socorrido pela ambulância do presídio, porém, não resistiu ao ferimento e faleceu. Rapidamente viaturas do batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) e de agentes penitenciários se deslocaram até a casa de um possível autor, onde encontraram uma moto semelhante à usada no crime, mas não o suspeito, de 19 anos. 

A princípio esse suspeito foi apontado como principal por, na semana passada, ter se envolvido em um um acidente próximo ao presídio. Na data, agentes penitenciários fizeram a prisão do rapaz, que já tem várias passagens pela polícia e proferiu diversas ameaças de morte contra os servidores do presídio que participaram da ocorrência.

Apesar disso, o delegado Bruno Rezende Silveira, responsável pela investigação, já descartou essa hipótese. "Ele não poderia ter sido o autor por já se encontrar preso. Talvez pudesse ser uma represália de pessoas ligadas a ele, mas isso será investigado", explicou o policial. No momento, as equipes da Delegacia de Homicídios de Montes Claros já estão fazendo levantamentos para tentarem estabelecer uma linha investigativa que leve até os criminosos. 

"Quando o homicídio envolve pessoas ligadas à segurança pública a hipótese de ataque direto contra o sistema prisional, tendo escolhido o agente de forma aleatória, sempre é levantada. Pode ser uma represália contra o trabalho dos agentes da cidade, que facilmente poderiam ter despertado a ira de grandes traficantes. Essa possibilidade é grave e estamos atuando para confirmar ou afastá-la", precisou o delegado Bruno Silveira. 

Ainda de acordo com o policial, a diretoria do Presídio Regional informou que nos cinco meses em que Wesley trabalhava no presídio não teria havido qualquer problema relacionado com ele e nem ameaças diretas. "Estamos checando câmeras de vigilância da região, a atuação de facções criminosas daqui, possíveis ameaças contra ele, chamadas telefônicas próximas ao horário, entre outras coisas. Por enquanto não temos pista efetiva e nem indicação de suspeita determinada", finalizou o policial. 

A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) foi procurada pela reportagem e informou que o agente é funcionário efetivo do presídio desde o dia 11 de novembro de 2014. A secretaria aguardará a conclusão das investigações para saber se o crime tem alguma relação com o trabalho, uma vez que ele foi morto do lado de fora da unidade prisional.

Luto

No Facebook de Wesley Ribeiro já é possível encontrar diversas manifestações lamentando a perda. "Descanse em paz amigo e que Deus conforte tua família — se sentindo triste com Wesley Ribeiro", disse um dos amigos pela rede social. "Meus sentimentos a toda família de Wesley Ribeiro, que Deus dê forças", disse uma de suas colegas de trabalho, uma das várias pessoas que trocaram suas fotos pela palavra "Luto". 

O diretor do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Minas Gerais (Sindasp), Luiz Carlos dos Reis, também lamentou a morte do colega. "Infelizmente este é mais um agente morto em Montes Claros. Em 2009 houve outra morte na cidade de forma semelhante, de um colega a caminho do trabalho. Ficamos muito chateados com essa perda. O sindicato luta para valorizar a categoria, mas infelizmente coisas como essa ainda acontecem", disse.

FONTE: O TEMPO
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