O que você procura?

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

QUATRO AMIGOS DE INFÂNCIA REALIZAM SONHO E SE TORNAM POLICIAIS NO ES

Quatro amigos de infância realizam sonho de serem policiais no Espírito Santo (Foto: Arquivo Pessoal)Eles planejaram ter a mesma profissão a vinda inteira. Amigos fazem mais planos, um deles que ser perito e outro, delegado.

Os soldados Felipe Santos Cupertino, Pedro Josefa Cairu Júnior, Bruno de Jesus Pereira e Yghor Augusto da Rocha Ricardo cresceram juntos no Bairro da Penha, em Vitória, e agora mais do que amigos de infância, são amigos de farda.

Desde criança, além de dividir brincadeiras e travessuras, eles alimentavam o sonho de se tornarem policiais militares, e o sonho se realizou.

Eles contam que a história de todos serem policiais está longe de ser coincidência, foi planejada ainda quando eram meninos.

“Decidimos que quando crescêssemos seríamos policiais. Minha mãe e as minhas irmãs achavam perigoso, mas depois que passei no concurso elas começaram a me apoiar, pois viram que isso é o que eu queria mesmo. Minha mãe sempre quis ter um filho bombeiro, mas eu dizia que queria ser policial, o meu irmão está estudando para ser bombeiro e realizar o desejo dela”, brinca Cairu.

Da Rocha, 23, que atua na 5ª Companhia do 1º Batalhão, conta que até tentou seguir outro caminho. Fez curso técnico em Edificações, mas o sonho de ser policial falou mais alto, e em 2013, quando surgiu a oportunidade de fazer o concurso não pensou duas vezes e se inscreveu.

“Estudamos juntos para o concurso, ficamos tristes porque o Cairu e o Cupertino não passaram na primeira tentativa, mas fomos incentivando eles para não desistirem. No ano seguinte eles tentaram novamente e foram aprovados”.

De Jesus, que tem 24 anos e também atua na mesma companhia, afirma que sempre gostou dessa profissão. “Com o tempo, atuando nas ruas, me apaixonei ainda mais. As crianças nos veem como super-heróis”.

Vitória

Tanto para Cupertino, 25, quanto para Cairu, 25, o fato de ter crescido em um bairro violento, sem a figura paterna e não ter se envolvido com o crime é uma vitória.

“Eu e o soldado Cupertino fomos criados por nossas mães, que sempre tiveram que trabalhar muito, mas mesmo assim elas fizeram a diferença, nos ensinaram a ter caráter, com isso, não entramos no abismo que puxa o jovem para a criminalidade”, afirma Cairu.

Cupertino e Cairu se formaram na semana passada e estão ansiosos para saber onde irão atuar. “Para mim é tudo novo, só conheço o ambiente do quartel, de agora pra frente é que vou saber direitinho como é a profissão", conta Cupertino.

Futuro

Ao serem questionados sobre os planos para o futuro, os soldados são enfáticos: querem crescer na corporação. Da Rocha quer passar no concurso da Polícia Federal para ser perito criminal; Cairu quer fazer tecnólogo e mestrado em Segurança Pública; Cupertino pretende fazer o Curso de Formação de Oficiais. Já de Jesus cursa Direito e quer ser delegado.
Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial

2 comentários:

Anônimo disse...

Porque será que o Henrique Corleone (seu secretário particular) apagou a postagem no blog dele em relação a verba destinada à Seds? Pois segundo ele essa verba seria para o curso de formação. No aguardo de esclarecimentos

Anônimo disse...

Parabéns aos militares.Creio que deve ser satisfação enorme realizar um sonho de infância.
Também cultuei esse sonho na minha vida desde criança, todavia, no meu caso não houve êxito, uma vez que não tinha a estatura exigida. Foram diversas tentativas,e diversas decepções. Atendo a todas as condições físicas,intelectuais e psicológicas para desempenhar esta função, contudo, alguns centímetros(míseros centímetros)me afastaram do sonho de uma vida. Mas como ocorre no país de maneira geral, aqui na nossa querida Minas Gerais não seria diferente, as leis estão defasadas e fora do contexto atual. Minha indignação se torna maior ainda quando vejo que os requisitos só servem para alguns, e outros se valem do famoso jeitinho que percorre o Brasil inteiro.