31 de maio de 2016

"SERÁ QUE OS CONVÊNIOS DO MST COM O GOVERNO DE MINAS ESTÃO ATRASADOS, ASSIM COMO OS SALÁRIOS DOS MILITARES?"


''Quando a gente vê colega, ainda que sob ordem, combatendo colega, é muito ruim. Até porque, nós vencemos esta etapa, em que, entidade de praça não conversava com entidade de oficial. Conseguimos entender que o atraso de salário que atingia o soldado, também atingia o coronel''. A declaração foi feita pelo Deputado CABO JÚLIO que opinou sobre o episódio em que entidades de classe da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar foram barradas durante a cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, no dia 21 de abril, em Ouro Preto. Os policiais militares responsáveis pela segurança do evento e, SOB ORDENS, impediram a passagem dos manifestantes que protestavam contra o Governo pelo parcelamento dos salários. Na ocasião, eles também foram atacados com gás lacrimogênio.

A discussão aconteceu durante audiência pública, nesta terça-feira (31/05), na Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que ouviu o Cel. PM Helbert Figueiró de Lourdes, chefe do Gabinete Militar do Governador. O objetivo foi esclarecer o deslocamento de parte do efetivo da PM para Ouro Preto e a forma de atuação dos policiais militares no evento.

CABO JÚLIO lembrou que os presidentes das entidades de classe estavam em Ouro Preto defendendo os direitos dos militares, inclusive daqueles que estavam lá dando ordem ou cumprindo a ordem. Ele disse que quando era Deputado de oposição, já havia vivido situações parecidas. Ele lembrou que, em 2014, no governo do PSDB, o acesso à cerimônia havia sido fechado, justamente, para evitar manifestações.

''Manifestar é um direito de todo cidadão e, principalmente, daqueles que nos representam. Em reunião com o Governador, eu disse à ele que o que está sendo reivindicado é salário do mês já trabalhado e não o que ainda vai ser trabalhado. Reivindicação, discute-se muitas coisas, mas direito é direito'', afirmou CABO JÚLIO. Ele considera um ''tragédia'' os atrasos no pagamento das férias-prêmio e do pagamento das promoções. O parlamentar também ressaltou que diante de todos esses problemas, outubro é o mês para iniciar a discussão sobre a data-base dos salários dos militares mineiros

Ainda sobre o episódio em Ouro Preto, o deputado disse que a indignação maior das entidades de classe foi o tratamento diferenciado, já que os integrantes do Movimento Sem Terra (MST) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) tiveram a passagem liberada para acesso à praça Tiradentes. Nas palavras do CABO JÚLIO, o MST é tratado como heróis pelo Governo do Estado. "Será que os convênios do MST com o Governo estão atrasados, assim como estão atrasados os salários dos militares?", questionou. 

CABO JÚLIO disse que faltou por parte dos envolvidos certa organização, já que o comando sabia que as associações iriam protestar durante a cerimônia. Para ele, ninguém foi pego desprevenido e o episódio serve como exemplo para novas situações. Ele lamentou o fato de um deputado, que tem prerrogativas para estar onde estiver acontecendo um evento do Executivo, ter sido também barrado.

Cel. PM Helbert Figueiró de Lourdes, 

chefe do Gabinete Militar do 

Governador.
Gabinete Militar - O Cel. PM Helbert Figueiró de Lourdes, chefe do Gabinete Militar do Governador, explicou que o Gabinete Militar é uma órgão assim como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros e que não tem autoridade sobre os comandos da instituição. "Existe sim uma autoridade hierárquica sobre o militar, mas não funcional", destacou Cel Helbert. Ele lembrou ainda que, de acordo com a Lei Delegada 180, os locais onde o Governador e o Vice-Governador trabalham, residem, estejam, e adjacências as áreas de segurança cabem ao Gabinete Militar adotar as medidas necessárias para a sua proteção, bem como coordenar a participação de outros órgãos de segurança nessas ações.

Sobre o grande deslocamento dos policiais militares, o chefe do gabinete militar apresentou os números de militares deslocados para o mesmo evento nos anos anteriores. Em 2013, foram 584 servidores, em 2014 - 717, 2015 - 617 e 2016 - 626. Em suas palavras, os servidores foram deslocados de forma ''costumeira'' como nos anos anteriores.

Quanto ao acesso à praça, ele garantiu que a responsabilidade ficou a cargo do cerimonial contratado pelo Governo. Figueiró informou que haviam outros dois pontos de contenção, após a "barragem", sendo que um deles checava informações em computadores e o último, já na praça, fazia um novo credenciamento com pulseiras. De acordo com os números apresentados, foram 1.940 pessoas presentes ao evento cadastradas, dessas 1.576 foram previamente cadastrados por meio do leitor QR code e os 364 não cadastrados receberam pulseiras de identificação. Ele lamentou que as entidades de classe não haviam feito o credenciamento para terem acesso ao evento assim como fizeram o MST e os profissionais da educação. Além disso, de acordo com o coronel, as associações só o procuraram um dia depois do evento.

“A competência do órgão não é definir quem entra, mas, uma vez definido, impedir quem não está autorizado. ''Tiramos um lição deste evento e de hoje (sobre a audiência pública): Faltou uma construção mais adequada e mais consoante. A lição que tiro disso é que faltou diálogo", concluiu.
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3 comentários:

Anônimo disse...

CB JULIO RETORNOU? SEJA BEM VINDO DEPUTADO. AGORA TERÁ MEU APOIO

ADENILDO PINHEIRO GUSMAO disse...

MUITO BEM ,SEMPRE VOTEI NO CB JULIO ,SÓ QUE JÁ ESTAVA PENSANDO EM NÃO VOTAR MAIS DEVIDO O QUE ESTE GOVERNO ESTAR FAZENDO COM NOSSA CLASSE ,E O NOSSO DEPUTADO FICAR CALADO SEM JUNTAR A NÓS.PARA DEFENDER NOSSOS DIREITOS.

alferes eterno disse...

sr. deputado, não deixem acabar com a promoção de cabos e soldados na pmmg, somos os mais prejudicados no processo de promoção, são 8 anos de espera, nos ajude, precisamos do sr,que Deus nos abençoe nessa caminhada.
o governo vai barrar as promoçoes de cabos e soldados?