22 de janeiro de 2013

Sentimento da tropa após a morte de um companheiro


Morte de um colega de unidade
Sei que é muito difícil a perda de um colega para uma ação descabida de um marginal. O sentimento da tropa é de revolta, todos querem acabar com a personificação do mal (os criminosos). Nesta hora todos nos tornamos carrascos da sociedade, queremos fazer “justiça” mesmo que seja de forma injusta.
Será que “corremos atrás do prejuízo” tão somente para nos proteger? A palavra de ordem é: “temos que dar uma resposta”; para quem? Para os marginais? Para o Estado? Ou para toda a sociedade que nos discrimina? Vivemos dentro de um sistema ineficiente tanto nas punições quanto na pseudo-ressocialização dos criminosos. Por esta razão que grande parte dos problemas estruturais da sociedade recai sobre os nossos ombros.
O “x” da questão não está na ponta do sistema, mas nas causas que não são combatidas, pois demandam políticas publicas em longo prazo, que não estão ligadas às politicagens de se manter no poder.
Enquanto não houver investimento em políticas de inserção social, todos nós (policiais) devemos continuar o nosso sacerdócio, fazendo o que deve ser feito e tendo a consciência de que somos parte vital para o equilíbrio social. Independente da questão humanitária ou legal para criminosos, o ponto chave da questão está em se manter vivo e não perder território em meio a essa “guerra civil” não declarada.
Autor: Geraldo Vieira - 1º Sargento da Polícia Militar da Bahia, graduado em Ciências Contábeis e Pós graduado em Auditoria Governamental pela UFBA

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1 comentários:

Anônimo disse...

o negocio é cruzar os braços, se nao somos valorizados fodasse o mundo. como diz um amigo meu para os cel é muito facil por "cachorro no mato" e ficar a tras da mesa esperando resultado. dizem que vao ate responsabilizar militares se caixas eletronicos forem arrombados. em uma cidade aqui no sul de minas, os dfois militares do destacamento foram redidos pelos marginais, qundo eles foram verificar o alarme do banco. brincadeira em.