Algumas pessoas chegaram a atirar pedras contra a corporação; um menor atirou e também foi apreendido
Três policiais militares ficaram feridos após serem agredidos por alguns moradores do aglomerado da Ventosa, na região Oeste de Belo Horizonte, no fim da noite desse domingo (15). Os vândalos tentaram matar os policiais para impedir que um criminoso de 18 anos fosse preso.
De acordo com o sargento Reginaldo Araújo, da 126ª Companhia do 5º Batalhão, militares estavam no aglomerado por causa de uma festa comunitária.
“Durante o patrulhamento, os policiais viram Warley Adriano Gomes Silva passar. Nós sabíamos que ela já tinha antecedentes criminais e resolvemos fazer a abordagem”, contou o militar.
O homem foi revistado e nada de ilícito foi encontrado. Porém, ao verificar a ficha dele, a central da polícia descobriu que ele tinha um mandado de busca e apreensão em seu desfavor por causa de um crime cometido ainda quando era menor de idade.
“Ao saber que seria conduzido, o jovem começou a reagir agredindo os policiais com socos e chutes, além de incitar a população contra a corporação”, explicou o sargento.
Nesse momento, um grupo de moradores começou a atirar pedras, garrafas de cervejas e caixotes contra os policiais, que revidaram com balas de borracha. Durante a confusão, M.E.C.O, de 17, sacou uma arma e começou a atirar. Os militares reagiram e também atiraram com arma de fogo. Por sorte, ninguém foi atingido.
“Quando o adolescente apareceu, Silva estava algemado, mas ainda do lado de fora da viatura e conseguiu fugir, sendo localizado posteriormente na rua Corcovado”, contou Araújo.
Ele e o menor foram detidos e encaminhados à Delegacia Especializada em Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad).
Por causa das agressões, um militar sofreu uma fratura na clavícula , outro teve problemas no joelho e vai precisar ficar afastado das suas atividades por alguns dias. Já o terceiro policial teve escoriações leves.
“A região é conhecida pelo intenso tráfico de drogas e sempre estamos fazendo monitoramento. Quando vamos abordar uma pessoa suspeita, alguns moradores se revoltam e tentam impedir a abordagem ou, até mesmo, a prisão”, finalizou o militar.
Ação da PM é tranquila, segundo moradora
Apesar de alguns moradores serem contra a atuação da polícia no aglomerado, existem pessoas que elogiam o trabalho do batalhão na área.
A auxiliar de enfermagem Eva do Carmo, de 61, contou que já foi líder comunitária e, na sua época, os militares eram mais “brutos”.
“Há 25 anos fui líder no aglomerado. Naquela época víamos que a polícia era mais truculenta. Sempre tive uma boa relação com eles, mas, algumas vezes, víamos uma atuação mais ríspida”, contou.
Segundo Eva, agora, a corporação tenta manter um bom relacionamento com a comunidade.
“Eles conversam e tentam resolver os problemas. Hoje, as crianças passam e acenam para eles, que retribuem o cumprimento. Não existia isso antes. Pelo que eu sei, a atuação é muito tranquila”, finalizou.
Atualizada às 08h21
FONTE: O TEMPO
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