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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

TENENTE SE EMOCIONA AO FALAR DE INCÊNDIO EM MG E PEDE PREVENÇÃO

Liliane Marinho não se conteve ao falar da queimada e do difícil combate. No fim semana, 70 mil m² foram destruídos em área de santuário, em Caeté.



A tenente do Corpo de Bombeiros Liliane Marinho não se conteve ao falar da destruição causada por um incêndio em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e do cansaço da equipe que esteve à frente do combate. Emocionada, ela quase chora, e pede prevenção e mais cuidado com a natureza. No fim de semana, 70 mil m² de vegetação foram queimados no conjunto arquitetônico e paisagístico do Santuário de Nossa Senhora da Piedade.

“A gente não pode afirmar a causa, mas a gente sabe e tem experiência que muitos desses incêndios, principalmente, estes de grandes proporções têm causa humana. Por isso, que fica o nosso pedido de que a população cuide da natureza, que realmente veja a nossa dificuldade aqui", diz com a voz embargada. A declaração foi dada à reportagem da TV Globo Minas, após o controle do fogo na tarde deste domingo (18).

Nesta manhã, ao G1, ela falou sobre o desafio da profissão e explicou o que sentiu naquele exato momento. "Sim, fiquei emocionada no momento, porque é muito difícil a gente encontrar um local totalmente tomado de fumaça e saber que a e gente não tem condição de eliminar [o fogo] totalmente”.

Ela estava de folga, mas de sobreaviso para o caso de emergência. Ao receber o chamado, a tenente e outros miltares do 3º Batalhão, em Belo Horizonte, se deslocaram para Caeté. O grupo trabalhou por cerca de 12 horas para evitar a propagação. "Quando você entra numa mata muita fechada, corre risco até de vida, porque o incêndio pode virar. Mas esta é a missão dos bombeiros", conta, relando que, ao término, a condição da equipe era de exaustão. Brigadistas também ajudaram combate.

O incêndio começou na noite de sexta-feira (17). Esta e outras ocorrências de queimadas em áreas de preservação no estado levaram o governo de Minas Gerais a decretar situação de emergência. A medida serve para agilizar os procedimentos de combate, facilitando a liberação de recursos, inclusive federais.

Trinta pessoas entre bombeiros e brigadistas atuaram para apagar as chamas em local de difícil acesso. A tenente também chama atenção para o desgaste humano em situações como estas. “É muito difícil e a gente pede, mas as pessoas não tem noção do que acontece”, faz um desabafo em tom de choro.

Segundo a militar, a prevenção é a principal medida “para a natureza sofrer menos e todo mundo sair ganhando”. A umidade do ar reduzida, a mata fechada, o vento forte e a inclinação do terreno dificultaram o combate na Serra da Piedade.

O santuário é um ponto turístico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Devido às chamas e à fumaça, a visitação de peregrinos foi suspensa no fim de semana. Nesta segunda-feira (19), também não houve programação. De acordo com a assessoria da Arquidiocese de Belo Horizonte, por segurança, vai ser aguardada a orientação do Corpo de Bombeiros para reabrir o santuário. Não houve prejuízo à edificação.

FONTE: G1
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