17 de novembro de 2015

UNIFICAÇÃO DE CARGOS NÃO É CONSENSO NA POLÍCIA CIVIL

A dúvida é se fusão dos cargos de investigador e de escrivão sobrecarregaria os profissionais ou traria mais eficiência.
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A possibilidade de fusão dos cargos de escrivão e de investigador está longe de ser consenso na Polícia Civil. Representantes da corporação apresentaram diferentes pontos de vista sobre os impactos da unificação das funções, em audiência da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizada nesta terça-feira (17/11/15). O principal ponto de conflito está na dúvida se a mudança traria mais eficiência ao cotidiano dos policiais ou apenas os sobrecarregaria.

Tramita atualmente no Congresso Nacional o Projeto de Lei Federal 1.949/07, elaborado pelo Ministério da Justiça, o qual institui a Lei Geral da Polícia Civil. A matéria prevê apenas três funções dentro da corporação: delegado, perito e agente (fusão das atribuições de escrivão e de investigador). Os investigadores coletam indícios e provas para elucidar crimes. Já os escrivães são responsáveis pela elaboração, acompanhamento e manutenção dos arquivos produzidos na delegacia.

Para o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado (SindPol), Denilson Martins, a unificação aumentaria muito as funções desses profissionais, sem uma contrapartida financeira. “Seria um improviso. Um desperdício do acúmulo de experiências dos policiais em atividades específicas”, avaliou.

Segundo Denilson Martins, a categoria deveria se concentrar primeiro em questões como a implementação de uma carreira única, que consequentemente traria a equiparação salarial com os peritos, uma antiga reivindicação, e a criação de uma polícia que fosse responsável por todas as atividades hoje divididas ente as Polícias Militar e Civil.

Presidente da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), Jânio Gandra também não acredita nos benefícios que a fusão traria. “A unificação dos cargos não irá resolver nada. Esse projeto é nefasto, preserva apenas a classe dos delegados”, afirmou.

Modernização – No entanto, na opinião do presidente do Sindicato de Escrivães de Polícia de Minas Gerais (Sindep), Bertone Tristão, o compartilhamento de atividades entre os profissionais na delegacia traria mais celeridade nas investigações criminais, principalmente neste momento em que o Estado enfrenta uma grave crise econômica e tem restrições orçamentárias para investir na recomposição do efetivo. “É importante dar mais mobilidade funcional aos servidores. Quando mais pessoas estão empenhadas em uma função, aumenta o esforço de investigação”, argumentou

Mas ele fez questão de ressaltar que o sindicato não defende a mera uniformização dos cargos de um sistema que ele classificou como falido. Tristão citou o exemplo de projetos em andamento no Rio de Janeiro e no Ceará para a revisão dos métodos de investigação, com o auxílio da tecnologia para a produção e o arquivamento de inquéritos e a contribuição de servidores de ensino médio nas atividades-meio da delegacia, hoje realizadas por investigadores em final de carreira afastados das investigações, segundo o sindicalista.

Já para Valério Schetino Valente, secretário-geral da Federação Interestadual dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Sudeste (Feipol), além de a união entre escrivães e investigadores na mesma função trazer benefícios tangíveis ao andamento dos inquéritos, a medida é o primeiro passo para a almejada carreira única, um passo que seria dado adiante.

CABO JÚLIO valoriza abertura para o diálogo

Sem tomar lado no debate, o deputados Cabo Júlio, autor do requerimento para a reunião, ressaltou a necessidade de discussão do Projeto de Lei Geral da Polícia Civil, em especial nas mudanças de cargos que ele implicaria, para que ele realmente culmine em benefícios para a corporação. Cabo Júlio destacou que, ouvindo todos os posicionamentos sobre a questão, será possível levar ao governo o sentimento majoritário da categoria. 


Com ALMG - Foto:Raila Melo


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2 comentários:

Anônimo disse...

vc tem que se preoculpar é com a pm e nao com a pc. nunca vi a vereadora helena matozinhos e nem o deputado edson moreira lugar pelo direito do pm

Anônimo disse...

Está mais que na hora de aprovar mudanças na Policia Civil, visto que a taxa de elucidação de crimes é muito baixa perdendo para uma quantidade de países enormes e que o desenvolvimento está longe do nosso país. Problema da Policia Civil é contar com um sindicato que virou palanque eleitoral e não se interessa em qualquer tipo de mudança para melhoria da instituição, não aceita conversar sobre mudanças, não propõe projetos, sendo a unica função tentar desmerecer qualquer pessoa que tentar melhorar de alguma forma. A policia civil encontra-se dividida e enfraquecida por apenas um sindicato que insiste em achar que ele é o único com voz ativa na corporação esquecendo que a função de um sindicato é olhar o melhor para o todo e não benefícios eleitoreiros. Tal sindicato se vangloria com conquistas a exemplo de aumento escalonado que a principio foi concedido pelo governador atendendo a revindicação da Policia Militar que estava se reunindo a fim de entrar de greve tentando assim passar uma imagem que é um sindicato forte, mas na aprovação de lei organica conseguiu aprovar benefícios efetivos somente para os Delegados que agora após termino do estágio probatório já se torna Delegado recebendo o salario em sua totalidade, diminuindo o nível de promoções. O maior entrave para Policia Civil avançar em melhorias efetivas e salarias está em uma formação de um sindicato que buscam melhorias para o que viveram quando eram policiais a 20 anos atrás, sendo que o tempo agora são outros.