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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

RJ: "MATADOR DE POLICIAIS" É ENCONTRADO MORTO

Agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí encontraram, por volta das 14h30m desta quarta-feira, o corpo do traficante Luan Lopes da Silva, conhecido como Luanzinho. O corpo estava na Estrada do Comperj, em Guaxindiba, em São Gonçalo, próximo ao presídio Juíza Patrícia Acioli, perfurado por dez tiros de fuzil e de pistola. Luanzinho é apontado como um dos responsáveis pelos ataques que deixaram três policiais militares mortos desde a semana passada no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio.

A informação foi confirmada pelo delegado Fábio Barucke, titular da DH. A delegacia ainda não tem suspeitos, mas vai buscar informações que levem aos autores do crime, por meio da perícia e de câmeras de segurança.

Uma equipe de peritos reconheceu o corpo pela aparência e pelas tatuagens. Próximo ao cadáver havia um estojo de fuzil calibre 762. A polícia trabalha com a hipótese de execução.

Os agentes acreditam em duas possibilidades: do corpo ter sido levado ao local, onde mais tiros foram disparados contra o traficante, ou que a pessoa que aparenta ser Luanzinho tenha sido morta na própria Estrada do Comperj.

O comandante do 7° BPM, coronel Almyr Cabral, disse que o corpo foi reconhecido pelas tatuagens.

- Um oficial supervisor da Divisão de Homicídios teria reconhecido as tatuagens, mas a confirmação virá somente após o exame - afirmou o comandante.

O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó, em São Gonçalo. A assessoria de comunicação da Polícia Militar ainda não confirma a morte de Luanzinho.

Luanzinho chefia uma quadrilha na Favela de Manguinhos e se intitula como "matador de policiais". Ele age na Favela do Jacarezinho e depois retorna para Manguinhos. Nesta segunda-feira, o Portal Procurados aumentou de R$ 5 mil para R$ 20 mil a recompensa por informações que levem à prisão do traficante.

Também nesta segunda-feira, o juiz Eduardo Oberg, titular da Vara de Execuções Penais (VEP), determinou que Luanzinho regrida para o regime fechado. Ele foi transferido para o regime semiaberto no dia 7 de janeiro do ano passado, mas descumpriu as regras oito dias após ter recebido o benefício. Desde então, é considerado evadido do sistema prisional.

No período em que está foragido, Luanzinho participou do assassinato de pelo menos quatro policiais militares. As duas últimas vítimas foram neste domingo, quando o soldado Marcos Santana Martins foi baleado ao tentar socorrer seu colega de farda Inaldo Pereira Leão, também morto no tiroteio.

Na madrugada de 29 de abril, Luanzinho esteve envolvido no na morte do soldado da Polícia Militar, Clayton Fagner Alves Dias, de 30 anos, que trabalhava na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Manguinhos. Clayton levou aproximadamente 20 tiros, quando seguia de moto para sua casa, na Ilha do Governador.

Luanzinho participou de uma troca de tiros na noite do dia 17 de novembro, na localidade conhecida como Beco do Campo Sintético, que fica próximo a Rua Leopoldo Bulhões e à estação de trem. Na ocasião, o soldado Jeferson Pereira, 33 anos, foi baleado de raspão e Luanzinho também ficou ferido e teria sido medicado na Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré.

FONTE: EXTRA
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