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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

QUADRILHA APLICOU MAIS DE 500 GOLPES A MILITARES DE MG E ES

Grupo utilizava dinheiro da fraude para aquisição de imóveis de luxoO Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), unidades de Belo Horizonte e Governador Valadares, deflagrou nesta quarta-feira (21) uma operação de combate aos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

O intuito da operação “Monte di Pietà” pretendia cumprimento 14 mandados de busca e apreensão, e 15 mandados de prisão preventiva em cinco cidades de Minas Gerais e duas do Espírito Santo. A ação contou com o apoio das polícias Civil e Militar de Minas Gerais, do Gaeco do Espírito Santo, e da Polícia Militar do Espírito Santo.

Segundo o MPMG, o grupo criminoso atuava, em sua maioria, contra policiais militares e militares das Forças Armadas da reserva e pensionistas. Geralmente pessoas idosas ou portadoras de doenças graves. Os investigados atuavam ludibriando as vítimas com falsas alegações de que teriam direito a vantagens em dinheiro em virtude de ações judiciais exitosas contra entidades de previdência privada ou de seguros de vida. Um dos presos, conforme informações da promotoria, se passava por policial civil e mantinha imovéis de luxo em Belo Horizonte.

O promotor Peterson Queiroz Araújo, que coordenou a operação, revelou que o grupo criminoso atua desde 2012. "A quadrilha era bastante organizada com funções determinadas. Os dados das vítimas eram retirados de internet e escolhidas de forma aleatória", explica. Ainda de acordo com o promotor, os depósitos realizados pelas vítimas tinham valores entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. "Quantidades pequenas que não chamavam a atenção. A justificativa era que o dinheiro cobriria honorários", completa. 

Ainda de acordo com a promotoria, com uma história bem arquitetada e com a estrutura disponibilizada pela organização, os criminosos conseguiam convencer as vítimas a depositar grandes valores em dinheiro referente a falsos honorários ou custas processuais em contas bancárias informadas pelo grupo, sob a alegação de que deveriam efetuar os pagamentos para obter a liberação do dinheiro. Os criminosos utilizavam, ainda, nomes de autoridades do alto comando da Polícia Militar para conferir mais credibilidade aos argumentos do grupo.

Os levantamentos ainda não foram concluídos, mas as investigações apontam para a existência de mais de 500 vítimas.

FONTE: HD
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