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terça-feira, 16 de maio de 2017

GRUPO USAVA CARTÕES DE CRÉDITOS DE TERCEIROS PARA FAZER COMPRAS NA WEB

Reprodução / TV Paranaíba Transação era realizada sem consentimento do dono, que nem imaginava estar sendo vítimas; o material era revendido em redes sociais

A Polícia Federal (PF) desencadeou na manhã desta terça-feira (16) em imóveis de cidades do Triângulo Mineiro a Operação Gateway, que apreendeu computadores, celulares, perfumes, bebidas, e roupas. 

A ação é fruto de uma investigação que apura os autores de compras realizadas em sites de e-commerce, usando cartões de créditos de terceiros sem o consentimento dos donos, que nem imaginavam estar sendo vítimas de um golpe. Quatro mandados foram cumpridos na cidade de Uberaba e um em Uberlândia.

O esquema criminoso foi descoberto por acaso, como contou o delegado Marcelo Xavier, que está a frente das investigações.

"Chegamos até esse grupo depois da apreensão do computador de um homem suspeito de repassar notas falsas no mercado. Ao analisar o equipamento eletrônico, descobrimos que ele também usava os dados de terceiros para fazer comprar de eletrônicos, roupas e perfumes. A partir daí chegamos no grupo", explicou. 

Questionado como era o modo operante do grupo para captar os dados das vítimas, o delegado explicou que esse serviço não era feito pelos alvos da Operação Gateway.

"As informações dos cartões eram compradas pela internet de outros criminosos, que faziam a captação. Agora vamos tentar identificar também como eles roubam esses dados", revelou Xavier.

Depois de comprar uma espécie de "mailing" com os números dos cartões e as informações das vítimas, o grupo fazia ainda a compra de mercadoria pela internet e a revendia nas redes sociais, como Facebook. 

Segundo informou a PF, a partir das investigações foi possível identificar quatro integrantes do grupo, contudo a prisão deles não foi pedida ainda. O objetivo da ação desta terça foi juntar provas suficientes para conseguir incriminar criminalmente os suspeitos. 

Caso a suspeita se confirme, os suspeitos poderão responder por associação criminosa e estelionato e se condenados pelos dois crimes poderão cumprir até seis anos de reclusão. 

FONTE: O TEMPO
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