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quarta-feira, 8 de julho de 2015

SUSPEITO DE ASSASSINAR PM PARA ROUBAR REVÓLVER CONFESSA CRIME E É PRESO EM RAVENA

Jonatas Júnior Miranda foi preso na última sexta-feira em uma casa de reabilitação para dependentes químicos. Um caseiro também foi morto durante o assalto

As mortes de um policial militar reformado e de um caseiro, assassinados em abril deste ano em um sítio na cidade de Betim, na Grande BH, foram esclarecidas depois de exatos três meses de investigação. Principal suspeito de envolvimento no crime, Jonatas Júnior Miranda foi preso na última sexta-feira em uma casa de reabilitação para dependentes químicos no distrito de Ravena, em Sabará, e confessou a coautoria nos homicídios. 

Evaldo Alves Ribeiro, de 47 anos, e o caseiro Josias Rocha Coutinho, de 57, foram mortos em 3 de abril dentro do sítio do militar, no Bairro Bandeirinhas, zona rural de Betim. Segundo o delegado da 2ª Delegacia Regional da cidade, Renato Veran, todas as evidências apontam para um caso de latrocínio. De acordo com as investigações, Jonatas contou com a ajuda de Edivaldo Felizardo Lopes, que já havia prestado serviços para o policial e sabia da existência de uma arma de fogo dentro do imóvel. “Ficou claro para nós que a intenção era roubar o revólver calibre 38 que pertencia à vítima”, explica Veran. 

No dia do crime, Jonatas e Edivaldo se encontraram com as vítimas em um bar, onde beberam juntos. Testemunhas contaram à Polícia Civil que depois de um tempo, os quatro foram embora e se dirigiram até o imóvel de Evaldo. Lá, eles teriam continuado a ingerir bebida alcoólica, até o momento em que a dupla anunciou o assalto, em busca do revólver. Exames de balística revelaram que os criminosos usaram a própria arma do militar para executar as vítimas. 

Depois de matar Evaldo e Josias, a dupla fugiu em um veículo HB20, placa PVJ-1172, que pertencia ao policial militar. O carro foi abandonado e incendiado no município de Mario Campos, onde os suspeitos moravam, pouco tempo depois do crime. Durante levantamento de informações, os investigadores descobriram que Jonatas fazia questão de contar a conhecidos de sua cidade que havia matado um policial militar, o que aumentou as suspeitas de participação no caso. 

Ele acabou preso nessa sexta-feira, em Ravena, em um local que reúne jovens viciados em droga interessados em enfrentar o vício. Abordado, ele confessou a participação no crime. Edivaldo, apontado como coautor, foi morto durante um confronto com a PM uma semana depois do duplo homicídio. Jonatas foi encaminhado para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Betim e foi indiciado por dois crimes de latrocício.

FONTE: UAI


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