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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

CONHEÇA A HISTÓRIA DE FILHOS QUE SEGUEM AS PROFISSÕES DOS PAIS

Foto mostra o dia da formtura de Ricardo Pardim, o pai dele era sargento na época (Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal)
Foto mostra o dia da formtura de Ricardo Pardim, o pai dele era sargento na época (Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal)
"Ainda criança, entre os oito e nove anos, eu vi meu pai chorando e perguntei o porquê das lágrimas para minha mãe, ela disse que eram de felicidade, eu parei e pensei, é deve ter algo de muito especial nesta profissão que ele escolheu". O dia que ficou para sempre nas lembranças de Ricardo Pardim foi vivido em 1993, em Bom Despacho (MG), quando o pai dele Kléber Coelho se tornava sargento da Polícia Militar de Minas Gerais. "Foi uma data tão marcante que, apesar da pouca idade, consigo descrever tudo, da roupa que usava até o sapato que calçava, foi ali que eu despertei para o que era realmente o trabalho dele", complementa. 

O sobrenome Pardim agora está na farda usada pelo tenente, que decidiu seguir o mesmo caminho do pai, reformado há dois anos como subtenente.

Kléber é subtenente reformado e Pardim é tenente (Foto: Michelly Oda / G1)
Kléber é subtenente reformado e Pardim é tenente
(Foto: Michelly Oda / G1)
"Eu costumo dizer que eu nasci por causa da Polícia Militar, porque meu pai conheceu a minha mãe quando ele foi deslocado para Salinas (MG). Depois que ele saiu de lá fomos para Ibiaí e em seguida viemos para Montes Claros, na época eu tinha 13 anos e ingressei no Colégio Tiradentes. Com esta mesma idade tentei pela primeira entrar na PM. A gente sempre morou perto dos locais onde ele trabalhava, então posso dizer que minha infância foi neste universo de quarteis e destacamentos por onde ele passou", fala Ricardo, que está na corporação há uma década.

Dos quatro filhos de Kléber Coelho, por enquanto apenas Pardim optou por ser militar, além dele, há uma psicóloga e dois estudantes universitários. "Quando ele disse que queria entrar para a polícia dei total apoio, para mim foi e continua sendo a realização de um sonho, vê-lo seguindo meus passos. O caminho até aqui foi de muita luta, ele chegou a passar no vestibular de Medicina, mas não quis fazer, porque sabia exatamente o que queria para a vida, hoje está em uma patente maior que a minha", fala o subtenente.

Pai e filho começaram a trabalhar na polícia com a mesma idade, 20 anos. Quando Ricardo Pardim entrou na PM, o pai dele era sargento, em momento nenhum ele diz ter agido por pressão ou influência, mas por vocação.

"Quando via meu pai saindo de casa, quando era do patrulhamento de moto, por exemplo, que é um policiamento de alto risco, chegava a pensar sobre os riscos que ele corria, que talvez eu poderia ficar sem ele em um momento em que defenderia a vida de outras pessoas, que muitas vezes não compreendem o nosso trabalho. Com o tempo percebi que nós policiais atuamos não para ter o reconhecimento, mas para permanecer mesmo no anonimato, para estar ao lado do cidadão no momento em que ele precisar", afirma o tenente. 

Ricardo Pardim é casado com uma militar, que também é filha de um PM. Apesar de ainda não ter filhos, ele é enfático ao fizer que, "futuramente se um filho meu quiser entrar para a polícia terá todo o meu apoio, assim como tive o do meu pai".

FONTE: G1
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