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quinta-feira, 17 de março de 2016

DEPUTADO CABO JÚLIO DISCUTE MELHORIAS NO IPSM

1023675.jpg (2640×3975)O Deputado Estadual CABO JÚLIO participou na tarde desta quarta-feira (16/03), de audiência pública na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), e trouxe sugestões de melhorias para Instituto de Previdência dos Servidores Militares do Estado (IPSM).

Um dos pontos sugeridos é para que o IPSM reveja a qualidade dos materiais oferecidos aos beneficiados no instituto. Segundo ele, um militar que estava de serviço foi atropelado e foi submetido a duas cirurgias em menos de sete meses porque o parafuso implantado na coluna quebrou. CABO JÚLIO afirma que esse prejuízo não pode ficar por conta do militar, uma vez que ele já passa por um desgaste emocional. “A empresa tem que ser responsabilizada”, enfatiza o parlamentar que sugere também que as empresas sejam descredenciadas.

"Pelo IPSM, essa turma mata e morre, por ele, nos unimos para atender nosso interesse", afirma CABO JÚLIO.

A segunda ressalva do deputado é a demora para dar solução na distribuição de medicamentos e alguns militares que tomam remédios controlados tem muita presa e acabaram ficaram sem receber. 

Outro ponto é o déficit de, pelo menos, 40 enfermeiros no HPM. E defendeu um modelo de policlínicas nas regionais, para desafogar os hospitais militares, melhorando o Núcleos de Atenção Básica à Saúde (NAIS) para atender o militar e seus familiares de maneira digna.

CABO JÚLIO falou ainda da proposta de um novo prédio para o centro odontológico. E sobre o Promorar, que os militares que participaram do sorteio de 2013 não obtiveram o repasse.

"Tivemos colegas que compraram sua casa, deu seu carro como entrada e a carta de crédito e acabaram sofrendo ação de integração de posse por não conseguir o dinheiro para repassar ao dono do imóvel. E pensando nisso foi aprovado um PL 484/2015 de minha autoria em que se muda as regras do sorteio. Onde somente aqueles que não tem casa própria possam concorrer ao sorteio. O que ocorria é que muitas vezes o militar que já tinha casa era sorteado e comprava a segunda casa em detrimento do militar que não tinha nenhuma casa, além disso permite ao colega que tem imóvel possa usar o recurso para construir e ainda que os militares deficientes possam ter tratamento diferenciado no Promorar", afirma CABO JÚLIO.

Entenda o caso: De acordo com as denúncias o Instituto de Previdência dos Servidores Militares do Estado (IPSM) estaria negando tratamentos aos seus segurados, pensionistas e dependentes.

O diretor-geral do IPSM, coronel Márcio dos Santos Cassavari, ponderou que cada caso denunciado tem que ser analisado isoladamente e lembrou que há também situações em que os médicos tentam impor um tipo de produto, gerando “verdadeiras extorsões”. “Todos os materiais que usamos são registrados e autorizados pela Anvisa”, salientou.

Cassavari confirmou que recebeu para o IPSM um saldo de R$ 600 milhões em março de 2015 e que foi orientado pelo Governo a gastar esse saldo para, só então, contar com novos repasses. “Até agosto arcamos com todas as despesas. A partir de setembro, estamos trabalhando em regime de caixa. O que precisamos, o governo repassa. O restante vai para a dívida. Mas não há atrasos em pagamentos”, afirmou o diretor. Em entrevista fora da audiência, ele detalhou que a dívida já existia, mas dobrou a partir desse contingenciamento.

Segundo o coronel Vinícius apesar das dificuldades, o HPM tem ampliado atendimentos, a partir de uma nova forma de gestão. “Saltamos de 140 cirurgias para 380 por mês”, exemplificou. Mas, por outro lado, segundo ele, há leitos de CTI e de enfermaria fechados. Em 2015, de acordo com o diretor, a rede própria tinha orçamento previsto de R$ 60 milhões e recebeu R$ 41 milhões, o suficiente apenas para manter o funcionamento.

Já em relação ao Promorar o subsecretário de Planejamento, Orçamento e Qualidade do Gasto da Seplag, Ricardo Lopes Martins reforçou que as contenções nos repasses se devem às dificuldades de fluxo de caixa do governo. Já o coronel Matuzail Cruz, da Associação dos Militares Mineiros (Amem), cobrou que os repasses sejam regularizados, para que o IPSM possa se planejar e dar tranquilidade aos policiais durante seu trabalho.

(c/Almg)

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1 comentários:

Lucimar Almeida disse...

Agradeço ao Sr. Cabo Julio, por nunca deixar de lembrar o meu marido Sgt. Pratti, em suas colocações sobre os problemas enfrentados pela família dos militares, em relação ao descaso que sofremos por parte de alguns setores da Instituição. O Sr. mais que ninguém sabe o que passamos turante todo o período em que ele ficou em uma cadeira de roda. E até hoje 13 anos após esta fatalidade ainda não recebemos o que e dele de Direito.